<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144</id><updated>2012-01-27T17:55:48.540-02:00</updated><title type='text'>pensées de la vie</title><subtitle type='html'>il est entré dans mon coeur une part de bonheur dont je ne connais la cause.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>49</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-4921156442816208412</id><published>2012-01-27T11:30:00.000-02:00</published><updated>2012-01-27T17:55:48.545-02:00</updated><title type='text'>Lagos: aeroporto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; "&gt;Em cada entrada do aeroporto há dois homens fardados com armas, acho que espingardas, no estilo Senhor das Armas. Eu estava sentada do lado de fora, escrevendo e fumando, esperando meu vôo que só partiria em oito horas, quando um desses homens se aproximou de mim. Perguntou se eu estava escrevendo sobre ele, acho, se eu estava indo embora, se um dia eu voltaria para Lagos. "Warm" é o termo que se referiram aos nigerianos na descrição do projeto. Bom, eu nitidamente prefiro um tratamento frio e distante, desde que isso signifique paz ou que eu estou em segurança. Aqui eu sinto que se eu sequer olhar para qualquer homem ele vai me abordar oferecendo algum favor que, eu imagino, não seria nada de graça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Em Lagos é tudo muito fosco, urbanizado, sem vida. Não vi uma planta sequer. A cidade parece um camelô gigante, com calçadas quebradas, valas de esgoto na frente das casas, construções interminadas ou improvisadas, pessoas em grandessíssima quantidade se esbarrando nas ruas e lojas lotadas - lotadas - de mercadorias, a maioria de procedência muito suspeita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Os homens estão em nítida maioria. Alguns são exceção e vestem-se com indumentárias que imagino que tenham algo a ver com religião, com um chapéu redondo na cabeça e bata e calça de mesma estampa, em cores vívidas. A maior parte, contudo, veste-se de acordo com a moda globalizada mesmo. As mulheres, inclusive, são todas muito bem arrumadas e elegantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;O que mais me incomodou sobre a cultura de Lagos, em suma, e que é um traço que se apresenta já nos primeiros momentos de contato, é a falta de limites impostos às pessoas. E isso em qualquer âmbito: tanto nas relações pessoais, como essa aproximação excessiva, quanto na questão de seguir regras. No avião de Madrid a Lagos, os grupos nigerianos falantes não obedeciam prontamente às normas de segurança; um demorou para desligar o celular na decolagem, uns 5 falavam sem parar no meio da explicação do comissário e uns 3 levantaram-se de seus assentos no meio do processo de aterrissagem. Leis de trânsito suspeito que nem sequer existissem : carros e motos cortavam frentes e faziam manobras que no Brasil nunca seriam permitidas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;A maior parte dessas observações eu escrevia em um caderno no aeroporto, feliz por pelo menos ter meu próprio idioma, que acredito que era o único poder que me restava. Eu estava buscando algo em todos esses acontecimentos que me desse certeza de que voltar para o Brasil tinha sido a decisão certa, que não tinha sido apenas um choque cultural ou um medo exagerado. O homem fardado e armado que havia me abordado aproximara-se mais duas vezes, perguntando algo ou dizendo que eu ia me sujar se me sentasse no chão. Em nenhuma das vezes ele tinha feito perguntas invasivas, o que era um alívio. Quando eu fui entrar no aeroporto para fazer o check-in, contudo, ele me barrou, mesmo eu já tendo mostrado passaporte e passagem. Perguntou que horas era meu vôo e eu respondi: 22h15min. Ele e outro oficial comentaram que era muito tempo de espera e ele então falou "You stay with me then, I'll take you out to eat.". Eu ri de nervosa e soltei um "No, thanks." e entrei apressadamente no aeroporto. Esse episódio me deu não só a certeza de que era acertado eu ir embora como a certeza de que eu nunca deveria ter ido. Se nem as autoridades do governo têm respeito por mim como deveriam, seja por eu ser estrangeira seja por eu ser mulher, não há segurança alguma. O que, de verdade, os impediria de me sequestrar, de apontar aquela arma para mim e me mandar fazer o que quisessem? Aqui ninguém segue regras, não há limites.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Depois desse episódio, fui me estabelecer no andar de baixo, na parte do desembarque. Era um lugar muito mais sujo e lotado do que o segundo andar, e eu não tinha dois minutos de paz porque sempre havia alguém para me abordar, apontar pra mim, falar comigo (mesmo eu não olhando para ninguém e ignorando), me oferecer um táxi. Um sujeito chegou a se agachar na minha frente, enquanto eu estava lendo, e oferecer uma ligação ou um táxi; eu enfatizei que não precisava de NADA  e ele disse que era só eu falar com ele caso precisasse, porque eu era muito bonita. Eu só queria ficar invisível, era a única coisa que eu pensava. Era tudo muito desagradável mas pelo menos no andar de baixo ninguém tinha armas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Dois caras do nada me ofereceram lugares na primeira classe, que eu tive o bom senso de rejeitar. Alguns outros vinham do nada conversar, interrompiam minha leitura, mas eu estava tão cansada e irritada que nem sequer esperava pra ver se o papo era suspeito, já ia sendo estúpida, porque, pelo jeito, ser educada não funcionou. Mulheres lá praticamente não existiam e ou me ignoravam ou eram mal-educadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Enfim 22h15 chegou e eu embarquei para Johannesburg em um avião muito bem equipado e com pessoas que me tratavam como um ser humano normal e não como uma prostituta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-4921156442816208412?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/4921156442816208412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=4921156442816208412' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/4921156442816208412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/4921156442816208412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2012/01/lagos-aeroporto.html' title='Lagos: aeroporto'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-6616936845532311343</id><published>2012-01-27T04:01:00.007-02:00</published><updated>2012-01-27T17:55:13.737-02:00</updated><title type='text'>Lagos: até o hotel</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; "&gt;O que aconteceu antes mesmo de sair do avião foi uma prévia do que eu teria que enfrentar em Lagos. Um homem sentado dois assentos à direita do meu puxou assunto com um "Hola", 5 minutos antes da aterrissagem. Era um cara grande e negro, com olhos e bocas gigantes, remetendo-me a um sapão de algum desenho animado. Ensaiando um inglês, começou a perguntar de onde eu era, que iria fazer em Lagos, esses questionamentos costumeiros. Achei simpático e fui respondendo até que ele, em seu inglês trancado, soltou um "I give you my phone you call me". Eu fiquei levemente perplexa mas juntei forças para dizer um "Noo, I can't". Ele, então, retrucou um "Can't. Ok.", se virou para o outro lado e continuou a falação em sua língua nativa com seus conterrâneos, que havia iniciado desde a sala de embarque e se estendera até ali.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Chegando ao aeroporto, me senti estranha. Era um lugar de péssima infraestrutura, mal cuidado, e que me lembrou muito o SUS - acho que pelo amontoado desorganizado de pessoas. É claro que a maioria esmagadora das pessoas era negra, de modo que minha alvura chamava bastante a atenção. Por incrível que pareça, essa questão da cor da pele não tinha passado muito pela minha cabeça, ou eu imaginei prontamente que não seria uma questão importante. Mas acredito que foi. Na verdade, até agora não sei se foi minha cor, meu gênero ou o fato de eu ser estrangeira - ou todos os fatores - que influenciariam no desenrolar das situações que me cercariam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Do lado de fora do aeroporto encontravam-se uns 50 homens - nenhuma mulher. Alguns esperavam alguém que estava chegando, outros eram vendedores ilegais de Naira, e outros buscavam passageiros para táxi, em um estilo similar ao modo com que aqui em Porto Alegre se compra ouro ou cabelo. Meu nervosismo aumentou nessa situação, visto que praticamente todos esses homens olhavam para mim. É claro que eu deveria ter imaginado que isso aconteceria, mas não imaginei ou mesmo que tivesse, me desagradaria de qualquer forma. Contudo era só eu achar o representante da agência de voluntariado - um homem com o logo SYTO em si - que tudo ficaria bem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Após localizá-lo e me dirigir a ele, contudo, não foi essa a sensação que obtive. Não sei se porque sorri de alívio - uma vizinha minha conhecedora de certos costumes nigerianos havia avisado que sorrir não era uma boa ideia - mas o fato é que o representante, Desmola, chegou meio que perto demais de mim, sorrindo demais e com um olhar estranho de malícia - o que podia muito bem ser só um traço cultural, mas que me assustou deveras, dadas as circunstâncias. Apresentou-se, andamos um pouco até o outro lado do aeroporto para esperar o motorista que me levaria ao tão almejado lugar seguro&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Até o motorista chegar, entretanto, passou-se quase uma hora. O lugar era muito escuro e desorganizado: havia uma grande quantidade de homens circulando por ali, incluindo taxistas e, o mais estranho, muitos policiais e oficiais do exércitos, geralmente conversando ou trocando dinheiro entre si ou com alguém que chegava em algum carro, o que não despertava a menor sensação de segurança em mim, muito pelo contrário. Desmola, o representante da SYTO, me fazia as perguntas costumeiras; eu nunca entendia o que ele dizia de primeira, pois seu sotaque era muito forte, então perguntava "What?". Ele sorria e tocava no meu braço e no meu ombro, ao passo que eu me esquivava e ficava cada vez mais assustada. Não sabia o que fazer porque, embora eu estivesse muito desconfortável com a situação, ele era a única pessoa na qual havia uma remota possibilidade de se depositar confiança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Chegou um carro com dois homens muito grandes, que deram dinheiro a algum oficial. O carro não tinha logo nenhum, nem qualquer um dos homens que o conduziam, mas Desmola me orientou para entrar. Foi provavelmente o momento de maior tensão na viagem, pois eu não tinha garantia nenhuma de que aqueles homens tinham de fato qualquer relação com a agência. Não tive escolha senão entrar no carro, imaginando um cenário quase certo de que eles estivessem me levando para me vender como prostituta internacional. Embora tenha sido uma conjectura paranoica, caso realmente fosse esse o plano deles, não haveria impedimento legal ou prático algum.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Dentro do carro, após falar pelo celular com a minha mãe, Desmola perguntou se era ela no telefone e tomou-o de mim, para ver qual operadora era, algo assim. Imaginei perfeitamente a cena em que ele jogava meu celular pela janela, para que eu não tivesse nenhum contato com ninguém enquanto eles me levavam para o local de venda de prostitutas. Nada disso aconteceu e eu cheguei (fisicamente) sã ao hotel: um prédio mal construído e muito suspeito, dentro de uma rua fechada por um muro, em que luzes tipo as de natal estavam penduradas de um lado a outro da rua - isso mesmo, como aquelas sinalizações de zona que eu tantas vezes vi nas margens das estradas do sul. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Meu alívio foi grande ao ver uma mulher na recepção do prédio. Ela, contudo, mandou um outro funcionário levar a minha mala até meu quarto, 203, e Desmola nos seguiu. Depois de depositar a mala e sintonizar a televisão, o funcionário fechou a porta. Eu fiquei parada, de pé, petrificada de medo, pois Desmola ainda estava no meu quarto. Havia sentado &lt;/span&gt;folgadamente na poltrona e me dizia para sentar na cama ao lado dele "Sit". Eu não entendia o que ele queria, mas sentei-me na cama, longe de onde ele havia apontado. Ele começou uma conversa trivial, perguntando do meu vôo ou algo assim. Eu estava cansada e com medo e tentei dizer que queria dormir, então ele perguntou "Do you want to go home with me?". Eu retruquei, o mais pronta e enfaticamente possível "NO!", ao que ele indagou, de novo com aquele olhar de malícia e o linguajar complicado "Why? You no like me?". Eu fiquei perplexa e desconcertada, não podia dizer "Porque eu te conheço faz 1 hora, seu louco psicopata!" porque seria ele quem me levaria de Lagos até Ibadan no dia seguinte. Então o que consegui responder foi "That's not the point!". Ele resignou-se, mas ainda ficou alguns minutos sentado na poltrona, fazendo combinações para a manhã seguinte, quando ele me buscaria. Essa perspectiva me aterrorizou; eu só queria tirá-lo do meu quarto e fumar uns 20 cigarros. Disse novamente que queria dormir, que estava muito cansada. Ele ainda demorou-se alguns minutos, tive que insistir novamente e quando ele estava prestes a sair, se ofereceu para trancar a porta por fora, "só por precaução, caso eu não conseguisse trancar por dentro", porque a porta, assim como o chuveiro, o ar condicionado, o frigobar e a luz do banheiro, estava quebrada. Eu disse que trancaria eu mesma, ao que ele finalmente aceitou e foi embora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Sentei na cama e chorei, desesperada, por ter sido assediada por dois homens tão grandes e modo tão invasivo; por um deles ter sido justamente a pessoa na qual eu deveria poder confiar, por eu estar sozinha, em um lugar longe do aeroporto, em uma cidade caótica na qual eu não conhecia ninguém e na qual autoridades certamente não significavam nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Liguei para a minha mãe e disse que queria ir embora, que estava muito assustada. É claro que fiquei me questionando se o medo não era excessivo, afinal nada tinha acontecido de fato. E praticamente jogar todo o dinheiro investido fora era uma perspectiva dolorosa, porque grande parte do investimento tinha sido feito pela minha mãe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Durante a madrugada, chamei a recepcionista porque a luz do meu banheiro não funcionava; ela mandou um homem para o meu quarto consertar, o que foi tranquilo, ele só consertou e foi embora. Mesmo assim, eu preferia tratar com ela, e um pouco depois pedi para carregar meu celular, visto que era a única coisa que me ligava ao Brasil e à minha mãe. Para garantir que ela não mandasse um homem, fui eu mesma até a recepção, mas ela mesmo assim mandou o mesmo funcionário, que, dessa vez, talvez por eu estar assustada, me pareceu amigável demais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;No dia seguinte liguei para a agência e falei que minha avó tinha morrido, que eu teria que ir para casa. Desmola apareceu no hotel, foi até o meu quarto e novamente entrou sem ser convidado, me perguntando o que tinha acontecido. Ele não acreditou, ficou sugerindo o tempo todo que eu estava mentindo, ficou me pedindo detalhes. Eu desconversei e ele enfim aceitou. Tive que imprimir as passagens de volta, ele que me levou. E também me conduziu, junto com um motorista até o aeroporto. Antes disso ainda arrumei minhas coisas no hotel; o chuveiro não funcionava então enchi um balde com água e lavei meu cabelo em umas 10 etapas, para conseguir aguentar as próximas 40 horas de aeroportos e aviões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Na verdade nada de muito horrível aconteceu naquela viagem, o prejuízo mesmo ficou por conta das possibilidades - o que poderia ter acontecido. De qualquer forma, eu nunca havia me sentido tão impotente e, apesar de ter 1,55cm, tão pequena e frágil. Nunca havia odiado tanto ser mulher. E o que era antes empolgação por um mundo novo se transformou em pânico, porque eu já não tinha a menor garantia de que o papel que eu desempenharia nesse novo mundo seria agradável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-6616936845532311343?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/6616936845532311343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=6616936845532311343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/6616936845532311343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/6616936845532311343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2012/01/lagos-ate-o-hotel.html' title='Lagos: até o hotel'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-8597056477958104087</id><published>2012-01-27T03:39:00.002-02:00</published><updated>2012-01-27T04:01:41.370-02:00</updated><title type='text'>Madrid</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; "&gt;(escrito originalmente no dia 25/01/2012)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pegar metrô com os habitantes daqui é muitíssimo interessante. Dá pra captar certos aspectos da cultura do lugar. Por exemplo, o povo aqui parece ser bem sério e culto: no segundo metrô que peguei, em dado momento praticamente todos os passageiros estavam lendo um livro ou um caderno. Ao falar com as pessoas, a maioria parece ser bem direta e objetiva, meio seca até, mas nada de muito ofensivo. Eu esperava, na verdade, que fosse ser mal tratada por ser brasileira, mas em nenhum momento me desrespeitaram - talvez em verdade minha nacionalidade não seja muito óbvia. Em um café (dentro os vários que visitei), ao falar que era brasileira inclusive obtive uma resposta em português de um atendente, dizendo que logo percebeu minha nacionalidade, porque brasileiras são sempre bonitas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Hoje)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois da "aventura" do metrô, que incluiu pedir informações umas 10 vezes, revezando entre o inglês e o espanhol - isso porque, embora eu falasse melhor inglês, quase nunca conseguia entender a resposta por causa do sotaque - subi as escadas do metro direto para o centro de Madrid, me enchendo de alegria por ver o sol. Convenientemente, este é o nome da estação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo achei um café e pedi para tomá-lo do lado de fora: 1 euro a mais do que tomar do lado de dentro. O atendente parece ter percebido que eu era estrangeira, pois começou a falar em inglês.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesma situação ocorreu, inclusive, com o primeiro moço para o qual pedi informações no aeroporto: comecei a me enrolar no espanhol e ele perguntou se eu falava português. O que eu queria era achar um café no aeroporto: era 7h da manhã no horário de Madrid e dormir decentemente no avião é impossível. O "informante", contudo, desvirtuou meus planos e me sugeriu tão veementemente - e em português - que eu desse uma volta pela cidade, que meti isso na cabeça e, apesar do enorme receio de me perder pela cidade ou não chegar a tempo para o vôo, fui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui, não me perdi e não me arrependi. O sistema do metrô é absurdamente prático e barato: 2,50 euros para ir para onde eu quisesse, não importando quantos metrôs eu teria que pegar - no meu caso, foram 3. Honestamente não sei como eu consegui entender a explicação que a senhorita do metrô me deu - estava bêbada de sono - mas o fato é que cheguei sã e salva na estação Sol.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois do meu primeiro café, comecei a caminhar pelas ruas ao som de Yann Tiersen no meu mp4, e tirando fotos com o celular - sim, bem turista mesmo. Quando eu cansava, parava e tomava um café. Fiquei tão extasiada com o clima da cidade e os pequenos detalhes - prédios, chafarizes, livrarias, teatros, murais, cantores-pedintes - que nem me importei que meu mindinho estava sendo esmagado pelo meu sapato novo ou que meu nariz estava sangrando por causa do frio. Era tão agradável a atmosfera madriana que minha vontade era passar pelo menos alguns dias lá. Contudo, voltei ao aeroporto, novamente sã e salva, e peguei o vôo para Lagos.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-8597056477958104087?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/8597056477958104087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=8597056477958104087' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/8597056477958104087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/8597056477958104087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2012/01/madrid.html' title='Madrid'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-7116300464254896438</id><published>2011-11-16T15:35:00.004-02:00</published><updated>2011-11-21T02:35:57.072-02:00</updated><title type='text'>Verzweiflung</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"Era bruto, sim senhor, nunca havia aprendido, não sabia explicar-se. Estava preso por isso? Como era? Então mete-se um homem na cadeia porque ele não sabe falar direito? Que mal fazia a brutalidade dele? Vivia trabalhando como um escravo. Desentupia o bebedouro, consertava as cercas, curava os animais - aproveitara um casco de fazenda sem valor. Tudo em ordem, podiam ver. Tinha culpa de ser bruto? Quem tinha culpa?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"Comparando-se aos tipos da cidade, Fabiano reconhecia-se inferior. Por isso desconfiava que os outros mangavam dele. Fazia-se carrancudo e evitava conversas. Só lhe falavam com o fim de tirar-lhe qualquer coisa. Os negociantes furtavam na medida, no preço e na conta. O patrão realizava com pena e tinta cálculos incompreensíveis (...)"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"Agora não lhe seria possível fechar os olhos. Rolaria a noite inteira sobre as varas, matutando naquela perseguição. Desejaria imaginar o que ia fazer para o futuro. Não ia fazer nada. Matar-se-ia no serviço e moraria numa casa alheia, enquanto o deixassem ficar. Depois sairia pelo mundo, iria morrer de fome na catinga seca."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"Que iriam fazer? Retardaram-se, temerosos. Chegariam a uma terra desconhecida e civilizada, ficariam presos nela. E o sertão continuaria a mandar gente para lá. O sertão mandaria para a cidade homens fortes, brutos, como Fabiano, sinhá Vitória e os dois meninos."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Trechos de Vidas Secas, de Graciliano Ramos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Um dos melhores e mais tocantes livros que já li.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-7116300464254896438?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/7116300464254896438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=7116300464254896438' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/7116300464254896438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/7116300464254896438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2011/11/verzweiflung.html' title='Verzweiflung'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-403720457693145740</id><published>2011-10-28T20:41:00.003-02:00</published><updated>2011-11-01T01:35:46.275-02:00</updated><title type='text'>Parasita</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentro de mim há - como ilustrar isso - um outro ser. Não, não no meu útero, mas na minha mente. Há um ser oculto, um ser que pode-se dizer que humano, visto que contido nos meus pensamentos. Um produto humano, sim. Um produto desenvolvido, com desejos, medos e crenças próprios, que não são os meus. Uma personalidade completa, que não é a minha. É um ser, enfim, que embora exista na minha mente, não sou eu. É uma parte da minha mente que se desenvolveu ao longo da minha infância e ali ficou. É um parasita mental, pode-se dizer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Contudo, tenho pena do parasita, sinto empatia. Entendo que ele exista, entendo que esteja ali, embora, não sendo eu, não devesse estar. É um resquício de épocas em que o meu medo superava tudo, em que minhas construções cerebrais eram outras. Resto de uma personalidade que tendia à infelicidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Dado o meu grandioso esforço para suprimi-lo e para dar espaço ao meu atual e - assim quero crer - verdadeiro eu, esse parasita mantém-se adormecido, cada vez mais sem voz e sem vez entre minhas decisões e perspectivas cotidianas. Contudo, vez ou outra algo ocorre; pode ser uma pequena mudança, um ínfimo descaso, ou mesmo a simples lembrança de uma época em que o parasita era o único que existia. Diante desses acontecimentos, o ser acorda. Talvez, ainda mais inusitadamente, o meu próprio medo dele seja o que o desperta. Nesses casos, ele levanta-se decidido a tomar na minha psique o lugar que fora seu, e novamente tenho que recrutar todas minhas forças a fim de que ele me deixe em paz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Não é um ser mau. É um ser machucado e que, preso à infância, nunca soube lidar com seus medos, não aprendeu, como eu aprendi, que o medo é desnecessário. É um ser paranoico, defensivo e, portanto, muito solitário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Não sei dizer exatamente por que esse pobre parasita ainda vive; talvez eu sinta que ele me dá alguma proteção, que ele compense o otimismo talvez exacerbado do meu eu atual com seu pessimismo sufocante. No entanto, prefiro - eu, meu ser soberano - machucar-me mil vezes a viver a vida com medo, como quando ele me dominava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Orgulho-me, entretanto, em perceber que ele se pronuncia cada vez menos e tenho esperança de que algum dia eu o considere obsoleto e ele, por fim, entre em um sono profundo e eterno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-403720457693145740?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/403720457693145740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=403720457693145740' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/403720457693145740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/403720457693145740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2011/10/parasita.html' title='Parasita'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-7049646132814164714</id><published>2011-09-15T01:14:00.002-03:00</published><updated>2011-09-15T01:17:12.682-03:00</updated><title type='text'>padrões pré-estabelecidos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;esse texto eu escrevi em 20/10/2009 e, se eu tivesse me prestado mais atenção, acho que eu teria obtido um auto-aperfeiçoamento mais precoce. mas sem arrependimentos quanto a isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;"Muitas vezes nos deparamos com situações em que sentimos um misto  confuso de raiva e de pena por alguém. Bom, sentir isso é uma atitude  burra. Porque sentir raiva não leva a lugar algum e devemos nos lembrar  que todos somos seres humanos, todos temos um pouco de cada patologia e  sempre há como entender a confusão que cada pessoa pense. Sentir raiva,  principalmente por alguém que nos infligiu algum mal, é extremamente  prejudicial, pois acabamos focando a solução do problema criado na outra  pessoa, e não em nós. Ora, por mais difícil que a situação seja, nós  somos os únicos que podemos verdadeiramente tomar alguma atitude para  mudá-la, não a outra pessoa, ela tendo sido responsável por nossos danos  ou não.&lt;br /&gt;    Pena é outro sentimento prejudicial, pois além de  diminuir a pessoa por quem temos esse sentimento, livrando-a da  responsabilidade de seus atos e consequentemente prejudicando sua  própria evolução, acabamos nos envolvendo em uma situação que não nos  diz respeito, misturando o que é de nossa responsabilidade com o que é  de responsabilidade do outro.&lt;br /&gt;    É claro que é necessário  sentir empatia, a fim de não termos uma vontade imensa de matar cada  sujeito ao nosso redor que faz uma merda muito grande, e ajudar quando  temos essa possibilidade. contudo, sentir empatia é muito diferente de  fazermo-nos responsáveis pela vida de outrem, impedindo o seu e o nosso  próprio crescimento como pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas  vezes vivemos experiências em nossa infância ou pré-adolescência da  qual nos recordamos com amargura. Afinal, é uma fase em que qualquer má  experiência servirá de parâmetro para o resto das nossas vidas. Uma má  infância pode fazer com que tratemos todos os nossos relacionamentos com  uma neurose de déja-vù. Pode fazer com que tenhamos a impressão de que,  uma vez oprimidos, sempre oprimidos. Uma vez humilhados, sempre  humilhados. Ou mesmo, uma vez donos do mundo, sempre donos do mundo. é o  que se diz de uma relação neurótica de repetição. Melhor colocado: "&lt;span style="font-size:85%;"&gt;os contatos interpessoais não sejam, de fato, um encontro, mas uma repetição neurótica desses papéis pré-estabelecidos.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;Repetição  neurótica de papéis pré-estabelecidos. Relacionamentos não são uma  repetição. São experiências únicas (o que não significa que sejam de  fato construtivas ou agradáveis). São muitas vezes experiências que, em  seu tempo, eram necessárias para o aperfeiçoamento pessoal e existencial  do sujeito, embora tenham causado tanto sofrimento que causem a  impressão de que serão eternos ou eternamente repetidos. Não o são.  Aconteceram em certa época, e o sujeito passa por situãções difíceis por  um motivo. Situações essas que só serão permitidas de se repetirem se o  indivíduo não aproveitar esses eventos como um aprendizado - se o  indivíduo encarar esses eventos como dignos de apagamento neurológico."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-7049646132814164714?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/7049646132814164714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=7049646132814164714' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/7049646132814164714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/7049646132814164714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2011/09/padroes-pre-estabelecidos.html' title='padrões pré-estabelecidos'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-1570874070366715656</id><published>2011-08-28T19:24:00.001-03:00</published><updated>2011-08-28T19:24:00.569-03:00</updated><title type='text'>brás cubas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há muitas obras consagradas (literárias, cinematográficas e enfim) que eu considero superestimadas. Não é o caso de Machado de Assis.&lt;br /&gt;Eu já tinha me apaixonado por alguns contos (O caso da vara, Pai contra mãe, etc), e admirado alguns romances, mas Memórias Póstumas de Brás Cubas me conquistou. Envolvi-me provavelmente devido ao teor psicológico inerente a uma história em que um homem faz um relato analítico de sua própria vida e ao modo irreverente da narrativa.&lt;br /&gt;O mecanismo utilizado, neste sentido, é algo que eu chamo de "autor egoísta": não se preocupar se o leitor está entretido, se o leitor entenderá as inúmeras referências culturais, não importar-se com interferir na narrativa ao seu bel-prazer, seja para conversar com o leitor, seja para refletir, enfim.&lt;br /&gt;O interessante é que há muitos elementos na obra que eu geralmente desgosto, como a metanarrativa, ou a própria questão fantasiosa de ser um defunto o narrador. Contudo Machado de Assis realiza o feito de não só tornar esses elementos agradáveis como de fazê-los pontos-chave para a qualidade da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me interessou, contudo, foi a análise psicológica que eu me dei o direito de fazer sobre os personagens. Eu li, na verdade, uma versão comentada, o que por um lado foi útil, devido a atenção dada, nos comentários, a detalhes que talvez teriam passado desapercebidos; mas, por outro lado, os comentários me incomodavam. Sem querer ser demasiado partidária da minha área de interesse - e já sendo - acredito que teria sido mais produtivo se os comentários tivessem sido tecidos por psicólogos.&lt;br /&gt;A questão é que Brás Cubas é um personagem elaboradamente construído e, como todos os professores de literatura que conheci dizem, Machado de Assis gosta de dar profundidade psicológica a seus personagens. Os comentários da edição que li, contudo, dão a entender o contrário. Não vou ser tão prepotente a ponto de dizer que eles entenderam o autor de um modo equivocado mas sim que eles provavelmente têm uma visão muito maniqueísta da humanidade - veja só, fui prepotente anyway.&lt;br /&gt;Há muitos capítulos que sugerem uma superficialidade de caráter no protagonista (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por que bonita, se coxa? por que coxa, se bonita?)&lt;/span&gt;, mas também há inúmeros que denotam a presença de ética, empatia e amor verdadeiro na personalidade de Cubas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo 23, quando a mãe de Brás morreu; "Quê? uma criatura tão dócil, tão meiga, tão santa, que nunca jamais fizera verter uma lágrima de desgosto, mãe carinhosa, esposa imaculada, era força que morresse assim, trateada,mordida pelo dente tenaz de uma doença sem misericórdia?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo 51, quando Brás acha uma moeda no chão "Nessa noite não pensei mais na moeda; mas no dia seguinte, recordando o caso, senti uns repelões da consciência, e uma voz que me perguntava por que diabo seria minha uma moeda que eu não herdara nem ganhara, mas somente achara na rua. Evidentemente não era minha; era de outro, daquele que a perdera, rico ou pobre, e talvez fosse pobre, algum operário que não teria com que dar de comer à mulher e aos filhos; mas se fosse rico, o meu dever ficava o mesmo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo 68: Brás encontra um antigo escravo de seu pai, que havia sido libertado, tratando com violência o próprio escravo. Brás lhe diz que perdoe o escravo, ao passo que o ex-escravo obedece prontamente. O narrador faz, então, uma análise conveniente: "Era um modo que o Prudêncio tinha de se desfazer das pancadas recebidas, transmitindo-as a outro. Eu, em criança, montava-o, punha-lhe um freio na boca, e desancavao sem compaixão; ele gemia e sofria."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses capítulos são alguns dos vários em que me chamou a atenção elementos humanitários no personagem que, contudo, foram desconsiderados pelos críticos. Logo após qualquer atitude benéfica que Brás realizava, o crítico frisava que a "verdadeira" índole de Brás se revelava, como se essas atitudes fossem apenas um lapso de bondade em um indivíduo em verdade inescrupuloso.&lt;br /&gt;A minha análise logicamente diverge em muito nesse sentido. O egoísmo de Brás não foi além do presente em qualquer ser humano. E é assim que eu o vejo: um ser humano. E seres humanos são contraditórios por natureza, de modo que uma mesma situação pode desencadear sentimentos e pensamentos tanto benéficos quanto prejudiciais, e nenhum desses sentimentos anular o outro. Não é só porque na maioria das vezes o comportamento do protagonista era marcado por egocentrismo e desinteresse (como ele bem admite no capítulo 48), que os momentos em que tinha atitudes éticas não valiam.&lt;br /&gt;Não estou defendendo o personagem; não me aproximaria ou manteria qualquer vínculo com alguém que tivesse um padrão comportamental semelhante. Mas certamente não acredito - mais - que a diversidade entre os seres humanos se divida entre bom ou mau.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-1570874070366715656?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/1570874070366715656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=1570874070366715656' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/1570874070366715656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/1570874070366715656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2011/08/bras-cubas.html' title='brás cubas'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-8326307494207624055</id><published>2011-08-15T18:43:00.010-03:00</published><updated>2011-08-20T03:05:14.010-03:00</updated><title type='text'>love yourself first</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Incrível como parece que todas as boas idéias já foram tomadas pela arte, divulgadas, publicadas ou difundidas. Desse modo, quando identifico algum eleme&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;nto cultural que eu já havia criado mentalmente (palavras, em especial), me sinto, a princípio, roubada - e, sim, I know it's stupid! Uma segunda análise da situação, contudo, resulta em uma percepção da similaridade entre as pessoas, da proximidade entre as idéias de seres humanos tão diferentes e em culturas distantes E não, não estou falando do inconsciente coletivo de Jung, embora com essas situações eu entenda o que ele queria dizer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div face="georgia" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Enfim! Eu tendo a prestar muita atenção nas letras das músicas e, não sei dizer se feliz ou infelizmente (probably both), elas me afetam deveras. Personal Jesus (Depeche Mode/Marilyn Manson/Johnny Cash) é um tesouro pessoal que exprime toda a minha concepção sobre religião e por conseguinte minha filosofia de vida, de que, bem, nós somos nossos próprios salvadores. &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; font-family: verdana;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;"Your own personal jesus&lt;br /&gt;Someone to hear your prayers&lt;br /&gt;Someone who cares&lt;br /&gt;Your own personal jesus&lt;br /&gt;Someone to hear your prayers&lt;br /&gt;Someone who's there&lt;br /&gt;Reach out and touch faith"&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro que a vida e a recuperação de qualquer dificuldade é facilitada  pelo afeto externo (como encontrei em Dissolved Girl, do Massive Attack:  &lt;span&gt;"Need a little love to ease the pain"&lt;/span&gt;).  No entanto, o objetivo é não fazer o afeto e o amor, esses sentimentos  tão bonitos na natureza humana, se tornarem pré-requisitos para o  bem-estar. Thus come referência número 2:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;&lt;blockquote&gt;"Love yourself first"&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-svpk0WXKKAs/TksPOcUY0uI/AAAAAAAAALo/_B-VBNjjHX0/s1600/Love-yourself-first1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 223px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-svpk0WXKKAs/TksPOcUY0uI/AAAAAAAAALo/_B-VBNjjHX0/s320/Love-yourself-first1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641619699005969122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Presente em uma cena da animação linda-maravilhosa Mary &amp;amp; Max, em que Max, em sua busca por entender o amor, pega um chocolate de uma criança, e lê na embalagem essa frase. É uma frase tão simples, tão pura, que ele - e eu, certamente - tem um insight magnífico. Mais ou menos na mesma linha que Personal Jesus, de conceder a si mesmo o amor e a compreensão que tanto buscamos em outras pessoas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É claro que esse conceito é um tanto abstrato e intangível. Do tipo, não dá pra abraçar a si mesmo, certo? É, não dá, pelo menos não na atual fase da tecnologia; maybe in a couple of years. Mas o importante é admirar a si mesmo, não se censurar por pensar ou sentir qualquer coisa e ao mesmo tempo colocar-se em uma trajetória em direção ao que desejamos ser, sem rejeitar ou depreciar quem somos ou quem fomos. Com exceção de poucas (sim, estou falando com vocês, pobres psicopatas), todas as pessoas já modificaram a vida de alguém, já contribuíram para a felicidade de alguém, e por si só isso já é um motivo de auto-orgulho - embora o auto-aprimoramento seja sempre necessário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Fazendo um chute percentual absurdo, cerca de 80% dos problemas psicológicos estão conectados com auto-estima, e a maioria do sofrimento emocional pelo qual passamos só é &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;sofrimento &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;porque atinge a auto-imagem. Sentir-se um ser humano descartável é, de fato, uma das piores sensações de que consigo me lembrar, por exemplo (e é tão fácil e implicitamente ativada!). E, sob outra perspectiva, a insegurança e falta de confiança parecem estar entre os principais fatores que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;acarretam&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; em conflitos inter ou intrapessoais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Obviamente eu falhei muito e ainda falho em colocar meus princípios em prática. No entanto - já na sintonia do auto-perdão - dado a baixa velocidade do processo de comunicação entre o sistema límbico e o lobo frontal (ou algo assim - devia ter prestado mais atenção em neuropsicologia), é mais do que natural que os pensamentos sejam mais facilmente "evoluíveis" que os sentimentos, de modo que não me considero hipócrita ou contraditória ao não conseguir agir de acordo com o que acredito por que, enfim, eu sou só humana. Embora seja o meu desejo amar a mim mesma mesmo assim.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-8326307494207624055?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/8326307494207624055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=8326307494207624055' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/8326307494207624055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/8326307494207624055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2011/08/love-yourself-first.html' title='love yourself first'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-svpk0WXKKAs/TksPOcUY0uI/AAAAAAAAALo/_B-VBNjjHX0/s72-c/Love-yourself-first1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-1409319675957082922</id><published>2011-08-08T17:03:00.006-03:00</published><updated>2011-08-08T17:12:38.104-03:00</updated><title type='text'>hurt</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-dlNvLTfMMRE/TkBBY5ZRZII/AAAAAAAAALg/uQQCc29AOu8/s1600/uyfgygjj.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-dlNvLTfMMRE/TkBBY5ZRZII/AAAAAAAAALg/uQQCc29AOu8/s320/uyfgygjj.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5638578629447345282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;I never meant to hurt you, I never meant to lie.&lt;br /&gt;So this is goodbye.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-1409319675957082922?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/1409319675957082922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=1409319675957082922' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/1409319675957082922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/1409319675957082922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2011/08/hurt.html' title='hurt'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-dlNvLTfMMRE/TkBBY5ZRZII/AAAAAAAAALg/uQQCc29AOu8/s72-c/uyfgygjj.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-4390311621388990912</id><published>2011-08-03T02:31:00.004-03:00</published><updated>2011-08-03T02:53:15.725-03:00</updated><title type='text'>But here am I in my little bubble</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;peguei emprestados alguns trechos de músicas do coldplay que retratam algumas resoluções das últimas semanas. tenho certeza que chris martin me perdoará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;oh no, what's this? a spider web and i'm caught in the middle. so i turn to the run. and though of all the stupid things i'd done. but oh, i never meant to cause you trouble. oh, i never meant to do you harm. and oh, if i ever caused you trouble, no, i never meant to do you harm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;i wanna live life, and never be cruel. and i wanna live life and be good to you. i wanna fly and never come down. live my life and have friends around.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-4390311621388990912?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/4390311621388990912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=4390311621388990912' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/4390311621388990912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/4390311621388990912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2011/08/but-here-am-i-in-my-little-bubble.html' title='But here am I in my little bubble'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-1090270033977897764</id><published>2011-07-18T18:42:00.004-03:00</published><updated>2011-07-19T01:48:26.345-03:00</updated><title type='text'>i've been buried yet I'm still alive</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Yo no quiero ser como un léon, que mantienese siempre fuerte e imponente. Ni como la lechuza, que es constantemente sabia, no importando las circunstancias. Tampoco me gustaría ser como el tigre, que se acostumbró a quédar sólo y a defenderse de cualquier  amenaza.&lt;br /&gt;Deseo tener las calidades de una fénix; quiero morir y resucitar, elevarme hasta el más alto edificio y caer en el más hondo hueco, sólo para en seguida subir de nuevo. Tener la sabedoría para erguirme, volar hasta las nubes como el pájaro que soy y dejarme quedar satisfecha.&lt;br /&gt;Y, cuándo caer, licenciarme a allí mantenerme por un rato, pero sólo un ratito, y encuentrar fuerzas para recomponerme de nuevo en fénix, sin ceder a la comodidad de la melancolía.&lt;br /&gt;Quiero aprovechar el dolor para encontrarme y sentir el éxtasis sin miedo que se vaya; poder ser por veces frágil e ingenua, derruir y reconstruir, que mis sueños y sentimientos se renueven cada otoño, yo junto con ellos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[qualquer erro é decorrente de falta de estudo da língua]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-1090270033977897764?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/1090270033977897764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=1090270033977897764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/1090270033977897764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/1090270033977897764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2011/07/someday-all-this-mess-will-make-me.html' title='i&apos;ve been buried yet I&apos;m still alive'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-1223174283687302440</id><published>2011-07-11T13:12:00.003-03:00</published><updated>2011-07-11T13:48:16.638-03:00</updated><title type='text'>Weird Fishes/Arpeggi</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O meu eu perguntava para mim, bom, essas coisas de sempre. Será que eu sou boa o suficiente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tão fácil se deparar com a própria imagem em um espelho de elevador e pensar "Essa sou eu, realmente?". Porque não é só a imagem, é tudo que ela representa. Todas as memórias, as marcas da personalidade e, enfim, tudo isso que a gente acha que é. Ao som de Radiohead.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E, de repente, entra no elevador uma mulher, com seus 35 anos, eu suponho, com o celular colado à orelha. Traços cansados e trajes humildes. Um blusão colorido e uma calça legging, cabelo curto um pouco sujo e preso. E o meu primeiro pensamento, dentre uma variedade infindável de primeiros pensamentos, foi que ela devia ser empregada .doméstica., em detrimento de moradora. Honestamente, não foi uma idéia muito equivocada, pois considerando o preço do condomínio ou mesmo dos apartamentos, o "tipo de gente" que mora aqui gosta de ostentar uma imagem "à altura".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E eu, que faço um auto-agrado ao me excluir dessa classificação, ando pelo condomínio com qualquer vestimenta, com orgulho de ter o direito de ostentar, ao meu modo, o que eu considero válido em um ser humano: um (presumido) desapego com aparências ou mesmo com o dinheiro pelo dinheiro. O que eu demonstrei para o meu íntimo, contudo, foi uma mentalidade tão mesquinha quanto a que eu tão enfaticamente rejeito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não só deduzi a baixa renda da pobre vítima dos meus julgamentos como também me senti superior. Sim, admito, me senti superior. Eu, com meus devaneios existenciais, sou tão maior do que essa pessoa, que provavelmente não teve educação ou condições o suficientes para chegar a refletir tão intensa e produtivamente (e patologicamente, devo dizer) quando eu sobre a existência humana. Que possivelmente está falando no celular sobre algo fútil e irrelevante. Que provavelmente nem conhece Radiohead - como se fosse esse o fator de diferenciação entre as pessoas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O irônico da situação é que o fato de eu me sentir, mesmo que por alguns segundos apenas (mesmo que eu saiba que isso não seja uma defesa adequada), superior devido ao caráter existencialista da minha personalidade, provocou outro conflito existencial interno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como conclusão, além de tangenciar a "índole" de Brás Cubas, apresento o fato de que a minha existência não é nem tão irrisória quanto costumo pensar, mas também é definitivamente menos especial do que eu gostaria de crer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-1223174283687302440?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/1223174283687302440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=1223174283687302440' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/1223174283687302440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/1223174283687302440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2011/07/weird-fishesarpeggi.html' title='Weird Fishes/Arpeggi'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-1978494105871399180</id><published>2010-11-05T16:27:00.004-02:00</published><updated>2010-11-06T19:03:36.405-02:00</updated><title type='text'>ch-ch-changes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Admito, finalmente, que é ingenuidade pensar que uma situação boa na vida vai durar para sempre. Aliás, a efemeridade das fases da vida é uma das coisas mais fascinantes da existência. Tudo está mudando, constantemente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A ilusão, nesse sentido, é a suposição de que, com esforço, podemos manter uma situação boa. E, claro, por vezes de fato isso é possível. Mantemos o relacionamento, o curso, a profissão, com a esperança de que a felicidade ou a satisfação decorrente das mesmas possa se prolongar. Contudo, reiterando: tudo muda. Podemos manter essas situações, mas isso não quer dizer que elas continuarão nos fazendo bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É claro que é necessária uma sabedoria incalculável para diferenciar as situações que podem ser renovadas, em que os nossos esforços renderão frutos, e as situações que estão simplesmente alheias ao nosso controle.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Isso me lembra uma sentença deveras inteligente do filme Instinto Secreto:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Senhor, dai-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar as coisas que posso, e sabedoria para saber a diferença.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Exceto a parte da apelação religiosa, que considero até poética, creio ser um raciocínio lógico deveras útil. Afinal, quando nos deparamos com uma situação irreversível, temos o alívio da impotência e, se soubermos refletir sobre nossas experiências, também a satisfação de aprender com ela. E, ademais, nos raros momentos em que o aprendizado proveniente da dor não é o suficiente para preencher um pouco o vazio, podemos nos regojizar por termos, enfim, vivido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sendo uma otimista convicta como sou, lembro sempre de uma frase que um amigo da minha mãe falou: 5 minutos de felicidade já valem a vida inteira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se tu foi feliz algum dia de certa forma, e não há mais a possibilidade de esse momento se repetir, resta a boa recordação dele e basta a noção de que esse momento existiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Contudo deve haver, nesses casos, a ambição de viver outros tipos de felicidade; se vão se equiparar com a alegria perdida, não importa. Mas seria triste se as melhores coisas da nossa vida, por terem acabado, impedissem que outras coisas muito boas fossem aproveitadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Afinal, nenhuma vida se resume a uma coisa só: nós baseamos nossa existência em inúmeras coisas, todas efêmeras. Posso até dizer que essa mania de desejar que algo dure pra sempre é um impedimento no total aproveitamento da felicidade atual.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E digo mais (porque hoje os insights estão pululando), não há razão para a nossa existência; pura e simplesmente porque ela não precisa ter razão. Viver deveria ser o suficiente, sentir, seja o sentimento devastador ou iluminador, amar. Mas como seres humanos dotados de consciência e de uma insatisfação crônica, queremos estar seguros, protegidos, ter um porto seguro, um Deus. Contudo, uma vez que a fragilidade da nossa espécie for por nós aceita e superada, estaremos mais aptos a sugar a essência da vida, como bem queriam os participantes da Sociedade dos Poetas Mortos.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-1978494105871399180?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/1978494105871399180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=1978494105871399180' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/1978494105871399180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/1978494105871399180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2010/11/ch-ch-changes.html' title='ch-ch-changes'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-5365455023812873149</id><published>2009-11-10T21:24:00.002-02:00</published><updated>2009-11-10T21:56:52.694-02:00</updated><title type='text'>Por que diferença é uma ameaça?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;Bom, estou no momento vendo o filme "Uma Rainha Diferente". É sobre uma menina super acima do peso que é eleita rainha do baile. Achei uma forma interessante de fazer pensar sobre o porquê de as diferenças serem tão ameaçadoras a ponto de as pessoas usarem inúmeras defesas para elas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Bully, tortura psicológica impensada, tirações de sarro na infância, adolescência e etc, são resultado de um problema psicológico interior em cada pessoa que efetua essas ações. Pessoas que machucam indivíduos diferentes o fazem, em sua grande maioria, porque se sentem ameaçadas. Ameaçadas porque a evolução as fez assim, discriminando o diferente, porque, quando éramos homens das cavernas, o diferente significava uma ameaça; uma pessoa que não era parecida com os componentes do grupo poderia ser de uma outra tribo ou mesmo poderia prejudicar em inúmeros aspectos a harmonia e organização do grupo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Outro motivo interessante é que, bom, ressaltando os defeitos ou as diferenças que uma pessoa tem, ninguém presta atenção nas suas - nem você mesmo. É, o que eu estou tentando dizer e que é bem óbvio, mas que ninguém atenta muito ao fato, é que machucamos as outras pessoas, discriminamos, tratamos mal, porque isso faz nos sentirmos seguros. Faz termos a ilusão de que o problema é com a outra pessoa, de que é ela que é a estranha da sociedade, e que nós, ao contrário, pertencemos à sociedade e não seremos deixados de lado, não deixaremos de usufruir dos bens que a pertença proporciona. Afinal, o que une mais um grupo do que um inimigo em comum?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Além disso ainda, prestar atenção nos outros desvia a atenção de nós mesmos. Enquanto pensamos no outro negativamente, evitamos de perceber qualquer defeito ou discrepância em nós mesmos. É uma defesa, provavelmente uma preconizada por Freud em suas "defesas do ego", embora eu sinceramente não me interesse tanto por psicanálise para saber qual.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Mas acordem, people! Isso não é desculpa, vamos combinar. Muito fácil seguir seus instintos, seguir a regra social, e discriminar quem é diferente porque é estranho ou porque ameaça a armadura que nos colocamos a fim de que a sensação de pertencer a um grupo permaneça e não nos sintamos sozinhos e perdidos. O difícil, o difícil mesmo, é dar-se conta de que, alguns milênios se passaram desde a época das cavernas e, agora, ser diferente não é mais ser uma ameaça e, se a gente precisa olhar para o outro para evitar olhar para si mesmo, é porque algo está errado com nós mesmos, e não com ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-5365455023812873149?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/5365455023812873149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=5365455023812873149' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/5365455023812873149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/5365455023812873149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2009/11/por-que-diferenca-e-uma-ameaca.html' title='Por que diferença é uma ameaça?'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-7499150359104730552</id><published>2009-08-25T00:29:00.002-03:00</published><updated>2009-08-25T00:38:25.958-03:00</updated><title type='text'>complexidade vs simplificação</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Curto post para responder à uma crítica frequente às teorias mais simplistas da psicologia: "O ser humano é muito mais complexo do que um conjunto de comportamentos e processos cognitivos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, concordo. Somos muito maiores, temos mais, podemos mais. Contudo, para se tratar alguém, não se pode simplesmente pensar "Ok, já que o ser humano é complexo demais mesmo, vamos chutando a melhor resposta pra tratar nossos paciantes e ver no que dá." Caso é que, embora a complexidade do ser humano seja um obsstáculo e ainda haja muito para se descobrir sobre a sua natureza, é questão de responsabilidade trabalhar com o que se &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sabe&lt;/span&gt; sobre ela, e não com o que se &lt;span style="font-style: italic;"&gt;supõe&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-7499150359104730552?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/7499150359104730552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=7499150359104730552' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/7499150359104730552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/7499150359104730552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2009/08/complexidade-vs-simplificacao.html' title='complexidade vs simplificação'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-1706493607057162553</id><published>2009-07-13T03:26:00.002-03:00</published><updated>2009-07-13T03:41:06.516-03:00</updated><title type='text'>construção</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;[not chico, but me]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Acredito ter conseguido encontrar o ponto em comum entre a psicologia e as artes visuais. Acredito, portanto, ter encontrado o meu objetivo de vida: promover a mudança. Mas não é mudar de lugar, é  troca - a mudança pela transformação, pela ecdise. Como uma fênix. Não acho que realmente faça diferença fazer retalhos na merda em que tranformamos nossa vida. O que realmente dá significado à mudança é a renovação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Chegando ao ponto, portanto, acredito que tanto a psicologia como a arte visem à provocação de um novo olhar, de uma renovação de raciocínio e de funcionamento. É claro que parte vai ficar, e tem que ficar: mas parte de nós sempre tem que ir para que uma parte melhor nasça. Aquela parte que diz que a vida funciona só de um jeito tem que ser expelida de nós. E isso tanto a psicologia como a arte pretendem. Porque o vício de pensamentos disfuncionais ou estúpidos (não, não são sinônimos, infelizmente) é uma das causas primordiais de todas as agrugas e lástimas das nossas vidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Isso porque o segredo (HA-HA) não é mudar a vida, é mudar o modo como olhamos pra ela. Sim, eu sei que parece vazio colocando dessa jeito. Mas é: a tua vida não muda quando começam a acontecer coisas boas (embora as coisas boas possam provocar uma mudança de verdade), ela muda quando as coisas ruins são vistas de um ângulo diferente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-1706493607057162553?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/1706493607057162553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=1706493607057162553' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/1706493607057162553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/1706493607057162553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2009/07/construcao.html' title='construção'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-5265350469100846094</id><published>2009-06-22T14:58:00.004-03:00</published><updated>2009-06-22T15:01:53.676-03:00</updated><title type='text'>sigismundo e o mundo.</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Assim, o ego, pressionado pelo id, confinado pelo superego, repelido pela realidade, luta por exercer eficientemente sua incumbência econômica de instituir a harmonia entre as forças e as influências que atuam nele e sobre ele, quase que destinado a sofrer ansiedade: ansiedade realística referente ao mundo externo, ansiedade moral referente ao superego e ansiedade neurótica referente à força das paixões do id."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Essa brilhante (contudo porcamente fundamentada) teoria de Freud sobre os componentes da psiquê é freqüentemente demonstrada em nosso cotidiano. Porque viver em sociedade exige que sigamos certas regras, que reprimamos certos desejos. Fora um possível vontade de aprimorar-se por si só (que Freud completamente despreza), há, portanto, um mecanismo em nossa mente que auxilia nessa árdua tarefa de equilibrar nossos instintos (id) com as restrições da sociedade - que, na nossa infância, acabaram tornando-se nossa próprias restrições, a partir do desenvolvimento do superego (ou consciência). Esse mecanismo denomina-se ego, ou eu. Seria a nossa própria mente obedecendo à severidade moral da consciência (superego) e ao hedonismo dos instintos (id).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Desse modo, a ansiedade proveniente de um possível trabalho mal-feito do ego é visível quando se compara as ansiedades do perigo interno (ansiedade neurótica) com a do perigo externo (ansiedade realística). Afinal, a complexidade da nossa natureza de seres humanos causa uma grande confusão quando interpretamos os fatos: consideramos perigoso tudo o que nos causa ansiedade, sendo o potencial perigo passível de ser efetivado ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Confrontado com essas ansiedades bestas, e incapaz de fazer a disntinção entre a realidade externa e a interna, o ego desenvolve mecanismos para se defender das coisas que a própria mente criou. Dentre esses mecanismos, o mais importante é a repressão: a transformação de uma memória de consciente para inconsciente. Contudo, mesmo esse mecanismo é, de certa forma, débil, pois apenas desloca para o inconsciente o fato, não o conteúdo emocional nele presente. Dessa forma, a parte consciente da nossa psiquê possui grande carga de ansiedade não justificada, que permanece fazendo efeito em nós, de modo que acabamos desenvolvendo doenças, transtornos e comportamentos psicológicos frente a situações, que não conseguimos compreender ou mesmo modificar com facilidade, visto que a origem básica desse problema encontra-se inacessível à nossa consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Freud justifica o mal-estar na civilização como resultante de alguns fatores principais, como a modificação exigida pela sociedade dos instintos em sua finalidade inicial (tanto os sexuais como os de agressividade) e a conseqüente força que o superego atinge perante o ego para que possa condenar os instintos e manter-se vivendo em sociedade. Esse poder do superego é por Freud considerado o maior problema da civilização, pois ele institui um exagerado sentimento de culpa no indivíduo, a fim de evitar uma possível ansiedade social gerada pela liberação em demasio dos instintos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Mas essa é a opinião de Freud, e ele vivia na Europa um século atrás. Aqui e hoje, o mal-estar na civilização é outro. A modificação dos instintos não está mais obedecendo ao superego como deveria; é claro que mecanismos de evitação da ansiedade social continuam sendo utilizados, contudo de modo que, embora não haja prejuízo para o indivíduo, ainda o há para a sociedade. Aliás, poder-se-ia dizer que o desenvolvimento do superego está demasiado danificado, pois ele não mais institui poder de decisão no ego. Não é, contudo, como se houvesse uma maior potencialização das forças do id, pois sabemos que os instintos sexuais e agressivos eram presentes em força mesmo na época de Freud; contudo, eram então reprimidos pela sociedade e subsequentemente pelo superego formado pela resolução do Complexo de Édipo. Hoje, eles tanto não o são reprimidos pelo superego, visivelmente defeituoso, como a sociedade não possui os mesmos critérios para condenar a liberação dos instintos. Muitas vezes, aliás, ela até beneficia, talvez de modo implícito, essa prática. Hoje, o que é certo e o que é errado não é mais devidamente avaliado pelo superego: fica a par das estruturas da sociedade que permitem a evitação da ansiedade, sendo esta neurótica ou realística. De certa forma, a cultura tornou-se uma instituição baseada na imediata satisfação dos desejos, não mais visando ao respeito das regras da sociedade, muito menos do bem-estar das pessoas pertencentes a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Este não é, de forma alguma, um texto científico. Se estiver errado, não me responsabilizo por quaisquer conseqüências adicionais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-5265350469100846094?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/5265350469100846094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=5265350469100846094' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/5265350469100846094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/5265350469100846094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2009/06/assim-o-ego-pressionado-pelo-id.html' title='sigismundo e o mundo.'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-4713888558028560338</id><published>2009-06-14T20:59:00.003-03:00</published><updated>2009-06-14T21:19:22.789-03:00</updated><title type='text'>songs</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Duas músicas pessimistas-realistas que retratam minha concepção sobre algumas coisas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;"O amor não é uma grande verdade. Condicionado pelos nossos genes, nós somos seres simples e egoístas. A paixão e o seu irmão, ódio, eles vêm e vão. Muitas pessoas jogam esse jogo tão bem. Eu tenho que ser como eles, ou sozinho?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;"(...) Eu estava lutando, mas eu simplesmente estou muito cansado para lutar. Acho que não sou do tipo que luta. Eu sou um homem, eu nasci para odiar. Em um momento melhor nós poderíamos ser amigos."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Resumindo, não sei, antes de Darwin e do estudo da História nós até poderíamos achar que "o homem nasce bom, a sociedade o corrompe". Mas não sei, acho que é da natureza do homem e da própria "sociedade" se destruir, ser predador, ser competidor. É claro que em pleno século XXI isso é muito disfuncional, mas não acho que a gente tenha vontade de mudar, por mais inútil que a nossa atitude em geral seja. Ainda está nos nossos genes que possuir e ter poder é divertido e a gente não quer perder o entretenimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-4713888558028560338?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/4713888558028560338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=4713888558028560338' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/4713888558028560338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/4713888558028560338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2009/06/songs.html' title='songs'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-4560111619206474015</id><published>2009-05-23T18:48:00.002-03:00</published><updated>2009-05-23T19:00:54.592-03:00</updated><title type='text'>esperando o tempo chegar.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu estava sentado no banco do ônibus, esperando que o tempo passasse logo, que eu não me atrasasse para a prova, que eu nem percebesse o ônibus andando. Porque a ansiedade da espera só aparece quando se percebe que se espera.&lt;br /&gt;É tão estranho querer que o tempo passe. Porque nós só temos uns 80 anos de vida, considerando que a gente não fume, nem beba, se alimente bem e não seja atropelado ou seqüestrado ou pegue uma DST ou mesmo morra junto com a depressão mundial na qual nos encontramos. Portanto, cada segundo deveria ser valorizado, deveria ser um tempo a menos até o fim.&lt;br /&gt;Mas eu queria que o tempo passasse, e eu queria que chegasse logo aquele momento. Qual mesmo? Queria que chegasse o momento de o ônibus parar na faculdade, então eu desceria e caminharia até a minha sala, esperando enfim chegar a tempo para a prova. Faria a prova esperando que ela logo acabasse para que eu pudesse enfim fazer alguma coisa. Então a prova acabou e eu fui estudar. E, enquanto estudava, esperava logo absorver o tal conhecimento que serviria para aquela tal coisa pela qual eu estou a vida inteira esperando. Daí eu decidiria ir para a casa, esperaria na parada por uma meia hora o ônibus chegar, entraria, esperaria, andaria as escadas, esperaria o elevador, entraria, esperaria, abriria a porta de casa, começaria a fazer comida, esperaria ela ficar pronta, e então comeria. Então? Então eu nem me perceberia comendo, porque não se percebe quando o momento da espera chegou. Então eu esperaria um tempo até acender um cigarro, e esse seria o ponto máximo. Mas como foram muitos pontos máximos, acabou se tornando um ponto banal. Até o meu fumar, o meu prazer, até a excitação se tornou banal e daqui a pouco enquanto eu fumar eu vou esperar acabar de fumar para que enfim possa aproveitar o momento em que eu estiver esperando a minha vontade de fumar chegar de novo.&lt;br /&gt;Nada do que se espera, enfim, corresponde à expectativa da ansiedade de chegar. Quando chega, é só aquela coisa, só se sente aquele alívio de não ter que esperar. É a espera que faz a gente gostar das coisas. Mas quando ela acaba, não se gosta mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-4560111619206474015?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/4560111619206474015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=4560111619206474015' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/4560111619206474015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/4560111619206474015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2009/05/esperando-o-tempo-chegar.html' title='esperando o tempo chegar.'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-4641668087297335959</id><published>2009-04-17T01:58:00.003-03:00</published><updated>2009-05-02T16:52:20.880-03:00</updated><title type='text'>vicário</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Aprendizagem por observação. Não acredito tão fielmente que todos os organismos usam ela. É claro que, pela lógica - matemática versus estatística - me parece óbvio que assim o seja. Contudo, talvez devido ao meu constante desejo de considerar-me especial - assim como o a espécie humana, em geral, deseja - sinto que não aproveito devidamente tal método de inserção social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, ainda estou matutando sem parar sobre qual figura, afinal, eu imito a fim de aprender. É claro, uma vez foram meus pais, outra, minhas colegas pops. Mas agora? Se eu efetivamente imitasse alguém de sucesso provavelmente eu seria mais sábia, comportalmentalmente falando, do que sou. Ou talvez eu esteja imitando uma personagem que eu mesma criei; hipótese essa que é a mais provável devido ao insucesso da minha jornada, mas também é a que legitima mais meu anseio por exclusividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, me deixando de lado por um momento - hallelujah - isso é uma teoria que, se chegasse aos "ouvidos" da "grande população" (por esse eufemismo óbvio eu me refiro àqueles que não tem acesso às idéias de psicologia, por mais passíveis de resultado lógico que elas possam ser), abriria mentes. Seria lindo. Porque fazendo uma observação cotidiana - aliás, eu tenho mesmo essa mania de analisar tudo e todos - eeverybody does it. Todos imitam alguém, mais provavelmente um esterótipo, criatura do mundo das idéias de Platão, do que um habitante concreto do Planeta Terra.&lt;br /&gt;E, tirando o fato de que eu considero esse mecanismo deveras, hm, estúpido, imitar os outros é relativamente eficaz. Contudo, há uma associação clara a ser feita entre eficácia superficial e temporária e imitação de componentes superficiais e eficácia duradoura e imitação de componentes substanciais. Ou seja, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;parem de imitar as características que não importam! &lt;/span&gt;Tá, pode ser legal todo mundo te achar parecida com a Bjork ou com a Beyoncé, mas isso não vai durar! Aliás, tu não vai ter mais sucesso profissional e pessoal se tu vestir as mesmas roupas que gente foda e - pasmem! - tu não vai conseguir se manter em um grupo social &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;só&lt;/span&gt; por ser parecida com a Kat von D. Não são essas características a serem imitadas que garantirão a estadia em um grupo que por consequencia (sem trema!) garantirá a sobrevivência (muito cedo para pensar em reprodução)!&lt;br /&gt;É claro que, para eu incitar a imitação - já que ela é necessária - de aspectos relevantes nas personalidades dos alvos copiados, eu desejaria usar o argumento simples de "parem de ser fúteis, se preocupem com o conteúdo", mas isso não surtiria efeito. Sem falar que não tem uma lógica exata. Ser um ser humano melhor só por ser não garante nada para ninguém.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim, taí a minha lição de moral, digo, científica.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;_____________________________&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Agora observando melhor, vi que meu post anterior ficou deveras confuso. A questão é que eu havia tido uma aula sobre Comportamento Vicário, que é quando as pessoas imitam uma figura a fim de ter mais sucesso nas suas realizações. Como eu falei, acho isso super idiota, mas a psicologia nunca julga o que é idiota ou não (o que é bom e ruim ao mesmo tempo) e, também, meu professor super foda disse - e, como eu sou muito fã, acredito - que TODO MUNDO imita alguém. Então comecei a raciocinar sobre o assunto e tal, chegando à conclusão de que, já que nós não temos escolha e imitamos alguém sempre, mesmo sem perceber (por nós me refiro à 99% da população), que pelo menos imitemos as características relevantes das criaturas (tipo, o quão esforçada, bonzinha, consciente, solidária a pessoa é). &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-4641668087297335959?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/4641668087297335959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=4641668087297335959' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/4641668087297335959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/4641668087297335959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2009/04/vicario.html' title='vicário'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-7391916541774518779</id><published>2009-03-22T17:54:00.009-03:00</published><updated>2009-03-22T20:18:30.069-03:00</updated><title type='text'>warning sign.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LBayuFDA-Qc/ScaujMlBy5I/AAAAAAAAAFU/cKzXe1M3RXY/s1600-h/31923-Les-amoureux-pablo-picasso.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 242px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LBayuFDA-Qc/ScaujMlBy5I/AAAAAAAAAFU/cKzXe1M3RXY/s320/31923-Les-amoureux-pablo-picasso.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316128329852636050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;-  Então, o que você queria comigo afinal? - perguntou ele com tom sério, quase que intimando-a a responder honestamente. E ela o fez.&lt;br /&gt;- Eu queria uma aventura. Eu estava desesperadamente procurando uma aventura.&lt;br /&gt;- E você acabou partindo meu coração - retrucou ele prontamente, ao passo que ela riu.&lt;br /&gt;- Você deixou! Você queria isso, você queria sentir! Não é real, nem nunca foi. Eu fui a sua fuga e você foi a minha.&lt;br /&gt;- E o qual é o problema nisso?&lt;br /&gt;- O problema é que quando a gente não precisar mais de fugas, não vamos ver motivo em continuar um com um outro.&lt;br /&gt;- Mas nós sempre vamos precisar de fugas. - ele insistia. Ela sorriu.&lt;br /&gt;- É por isso que os relacionamentos vazios duram. Mas eles continuam sendo vazios.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele pausou a respiração. Sabia que não adiantaria responder, a noção dela de amor era um tanto rígida, a discussão seria interminável, e seria mais humilhante do que estava sendo tentar convencê-la que, para ele, era, sim, real. Era o mais real que ele já havia sentido. E talvez ela estivesse certa, talvez ele quisesse sofrer, quisesse sentir. Suspirou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;- E o que eu faço com o que eu estou sentido?&lt;br /&gt;- Transforme isso em alguma coisa boa. Porque não é. Porque você está sofrendo, eu estou sofrendo e todas as outras pessoas que a gente machucou pelo caminho também estão.&lt;br /&gt;Ela tinha razão. Ela sempre tinha razão, mas era uma razão ressentida, uma razão que desejava ser um engano.&lt;br /&gt;- Você está enganada. O meu amor é diferente do seu, é genuíno.&lt;br /&gt;- Não, você acha que é genuíno porque você quer que seja. Nós sempre queremos que seja. Nós precisamos de alguma coisa que seja real, que valha a pena nessa vida.&lt;br /&gt;Ele estava perdendo as forças. Queria mudar a opinião dela, queria mudar os sentimentos dela, as ideologias, queria mudar tudo. Desejava ardentemente modificar a relação deles, fazer daquilo uma coisa sólida, pura. Sabia, contudo, que nunca ia ser, nunca foi, desde o começo. Só pôde balbuciar nervosamente.&lt;br /&gt;- Eu preciso de você.&lt;br /&gt;Ela se calou. Ele teve alguns segundos de intensa esperança, quebrados pela pronúncia das palavras que vieram em seguida.&lt;br /&gt;- Quando você precisa, você não ama, você precisa. Você pode amar tanto a ponto de sempre desejar ter, mas isso não é precisar.&lt;br /&gt;Ele começava a chorar. E viu que isso a aborreceu; ela não queria se deparar com a sua culpa, com o fato de que ela, sim, contribuiu para a miséria dele, por mais que ele tivesse se permitido sentir a dor.&lt;br /&gt;- E com ele? Com ele é genuíno?&lt;br /&gt;Houve um grande silêncio. Ela apenas olhava para um ponto qualquer, sem coragem de fitar seus olhos, de sentir o que ele estava sentindo. Ela se perguntava se havia valido a pena, só por uma aventura, por uma emoção, causar tanta mágoa. Se perguntava se aquele que ela amava se permitiria ser amado por ela novamente, ou se ela se permitiria ser amada depois de tamanha traição.&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;Mesmo sabendo que esse seria o fim, ele tentou abraça-la, tentou chorar, tentou implorar.&lt;br /&gt;- Eu não posso te salvar! Eu não posso nos salvar... Você tem que seguir, te que parar de precisar de apoio, tem que ser seu próprio apoio. Eu não posso mais fazer isso, nem com você, nem...&lt;br /&gt;Ela deixou-se enfraquecer. Deixou-se levar pela culpa, pela amargura, pela certeza de que nunca ia esquecê-lo, e começou a chorar.&lt;br /&gt;Logo as lágrimas dele se misturaram com as dela e por um momento eles se uniram como um só, um só corpo, um só sentimento, um só desejo, por um só segundo, o único em toda a relação. E então acabou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-7391916541774518779?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/7391916541774518779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=7391916541774518779' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/7391916541774518779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/7391916541774518779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2009/03/warning-sign.html' title='warning sign.'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LBayuFDA-Qc/ScaujMlBy5I/AAAAAAAAAFU/cKzXe1M3RXY/s72-c/31923-Les-amoureux-pablo-picasso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-7955616089528779079</id><published>2009-03-19T17:13:00.005-03:00</published><updated>2009-03-19T17:27:50.872-03:00</updated><title type='text'>groBmutter</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Minha avó faleceu alguns dias atrás. E por mais que nós não fôssemos próximas, eu vou lembrar dela; vou ter uma imagem gravada, uma imagem bonita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;O pouco que sei com certeza da minha vó é que ela se chamava Felicita. Mas isso é informação transmitida. Do que eu vou lembrar são as informações percebidas. De seu jeito frágil de andar e falar, quase como se tivesse medo que seus gestos fossem ferir. Lembro agora mesmo das suas mãos branquíssimas, quase como se nunca tivessem encostado em uma sujeira - o que seria impossível para uma camponesa. E que ela tinha olhos azuis como o céu num dia de verão, e que quando ela sorria os olhos dela se contraíam até ficarem escondidos; como os do meu pai, e como os meus. Lembro que ela falava baixinho com uma delicadeza quase angelical, até mesmo o alemão soava doce. E, por conta disso e de seu acentuado sotaque germânico, ela tinha que repetir tudo mil vezes até eu entender.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;A última lembrança significativa que tenho dela foi no carnaval de 2007, acho. Eu estava desenhando uma sambista quase nua (como todas ficam no carnaval) e a minha vovó, em vez de se escandalizar ou de ignorar o fato como forma de protesto, me elogiou, disse que eu tinha talento. Eu me surpreendi, só agradeci com um reles "Obrigada, vovó!".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É visto que eu tenho poucas lembranças vívidas da minha vó, tanto por eu ter apagado muitas coisas da minha infância, como por ela ter sido uma pessoa recatada e pacífica, tanto que não tenho uma só recordação ruim dela. Mas as lembranças que eu tenho são boas, são cor-de-rosa e eu fico feliz assim. E sei que ela tá em paz que isso a deixa feliz também.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-7955616089528779079?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/7955616089528779079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=7955616089528779079' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/7955616089528779079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/7955616089528779079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2009/03/grobmutter.html' title='groBmutter'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-704903332629956737</id><published>2009-03-09T23:27:00.004-03:00</published><updated>2009-03-09T23:31:55.970-03:00</updated><title type='text'>o mal-estar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Freud não sabia nada sobre o mal-estar na civilização. Eu que sei.&lt;br /&gt;A gente sofre de um complexo crônico de antipoliana. A nossa cultura está toda deteriorada; queremos ter tudo e tudo muito rápido, e nessa grande lista não se encontram as coisas que importam. Tudo parece ruim, nada parece o bastante. E o que é suficiente para nós mesmos não ajuda a mais ninguém. Somos uma geração egoísta, sem conteúdo e sem empatia. Nós perdemos nossos valores - se é que um dia já o tivemos. Esse é que o motivo de mal-estar na civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(divagarei mais sobre isso quando eu efetivamente ler o livro, ouié.)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-704903332629956737?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/704903332629956737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=704903332629956737' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/704903332629956737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/704903332629956737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2009/03/o-mal-estar.html' title='o mal-estar'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-8316040844517831520</id><published>2009-03-04T20:50:00.000-03:00</published><updated>2009-03-07T21:01:41.571-03:00</updated><title type='text'>I wouldn't like me either (II)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há certas coisas na minha personalidade que eu gostaria muito de mudar. Em cognitivo-comportamental, a gente aprende que a personalidade é formada pelo padrão de comportamento, pelas emoções, pensamentos e motivações de uma pessoa. Pois bem. Eu queria muito mudar uma certa área na minha vida em todos esses sentidos: se relacionar com as pessoas. Quer dizer, nas outras eu me arranjo, entende. Até porque mesmo eu sendo uma merda em relacionamentos - pelo menos nos seus momentos iniciais e terminais, a minha vida é pretty fuckin good e eu realmente não tenho o que reclamar da vida. Mas não estou! Estou de reclamando de mim mesma, da minha incapacidade de me superar, mesmo eu tendo plena consciência do que que eu preciso mudar. E o pior, acho que é puro puro medo. E eu que me acho tão corajosa pra um monte de coisas. Quer dizer, os meus medos incluem coisas mais excêntricas do que os das outras pessoas (é claro que ainda compartilho o pânico de barata, comum a toda a população).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Mas continuando, em cognitivo a gente também aprende que é muito muito difícil mudar uma personalidade quando ela já tá formada. Não sei se a minha está, mas desde não sei quando antes de Cristo eu apresento o exato comportamento em determinadas situações. E é claro que não dá - como a gente aprende em cognitivo-comportamental - partir de um extremo para outro. Eu sei que não é possível eu me tornar a pessoa mais extrovertida e não-paranóica (cadê a palavra pra isso?) possível. Mas é que, em determinadas situações, eu regrido pro ponto zero nesse sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho, sim, esse temperamento, uma retração natural. Nunca conseguiria ser uma pessoa super aberta e comunicativa. Mas o fato de ela ser muito forte em algumas situações não é natural, é fruto de inúmeras situações ao longo da minha vida que reforçaram esse traço. Quer dizer, não sou eu. E eu não gosto de mim quando sou assim, retraída ao extremo, antipática e rancorosa; eu não iria gostar de mim também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradecimentos às aulas de construção da personalidade: cognitivo-comportal do meu professor, porque eu praticamente as repeti inteiras, só que focadas em mim!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-8316040844517831520?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/8316040844517831520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=8316040844517831520' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/8316040844517831520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/8316040844517831520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2009/03/i-wouldnt-like-me-either-ii.html' title='I wouldn&apos;t like me either (II)'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-3801120664445478857</id><published>2009-02-28T23:27:00.002-03:00</published><updated>2009-02-28T23:37:02.330-03:00</updated><title type='text'>the things we left unsaid.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Babe, I'm gonna leave you. I'm gonna let you go. Não é que eu não goste de ti, que eu não te ame, que eu não vá sentir tua falta como sempre, que eu não vá te lembrar com carinho. Não que eu não vá relembrar nossos momentos mais especiais com um sorriso no rosto e uma lágrima nos olhos. É que o nosso tempo acabou e a gente meio que deixou ele acabar, a gente deixou tudo mudar tanto que virou uma coisa que não conhecemos. E é duro admitir isso, é duro mesmo ter que viver com esse sentimento de fim, de término. Sabe-se lá se é um fim eterno, se é um fim irremediável, mas nós sabemos que é o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo sabendo, a gente não diz, porque dizer é oficializar o fim. E fins não se oficializam na vida real. Em livros e filmes, escreve-se "The End", a música acaba quando o som pára, o ano acaba quando chega o ano-novo. Mas na vida real, em relacionamentos reais, a gente não diz que é o fim. E, mesmo quando a gente diz, às vezes nem acabou de verdade. Só é o fim mesmo quando não se diz nada, quando a gente deixa o que deveria dizer não dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é por causa disso que agora eu sei que é o fim.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-3801120664445478857?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/3801120664445478857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=3801120664445478857' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/3801120664445478857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/3801120664445478857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2009/02/things-we-left-unsaid.html' title='the things we left unsaid.'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-2604668705246337574</id><published>2009-02-15T22:29:00.003-03:00</published><updated>2009-02-15T22:47:46.741-03:00</updated><title type='text'>a vida é um júri.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu vou, nesta noite dominical cujo horário ignoro devido às mudanças convencionais de término de verão, defender uma atitude comumente considerada prejudicial: o julgamento. Ora, é certo que é errôneo julgar as pessoas sem conhecê-las ou mesmo sem que elas tenham merecido ser julgadas. Estipulo, assim, que, quando uma pessoa fere a outra, está se dispondo a ser julgada. Não se deve ignorar que tal pessoa claramente teve motivos para qualquer atitude sua, contudo, apenas julgando-a é que se saberá se seus motivos são justos ou não e merecem ser punidos ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto é assim que uma pessoa que mata outra apenas defendendo-se é liberada da pena normalmente alicada a um assassinato por ter sido tal acontecimento considerado "legítima defesa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que não é o próprio julgamento que uma defesa? Em um tribunal, o réu está sendo julgado pois sua vítima está defendendo-se do que ele fez ou poderá fazer. Do mesmo modo, a sociedade julga seus componentes a fim de defender-se de uma possível desarmonia que qualquer cidadão possa provocar. É claro que nem todos os julgamentos são legítimos; afinal, algumas pessoas são submetidas a uma condenação sem terem cometido nenhum tipo de prejuízo a ninguém - o são por decorrência do preconceito, que por si é uma defesa resultante da insegurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, não é meu objetivo defender o preconceito. Ao meu ver, qualquer julgamento, seja em relação a um ato ou a uma pessoa, deve ser feito justamente, considerando os aspectos relevantes ao caso. Desse modo, defendo o julgamento, sim, porém moderado e submetido a condições de defesa legítima, a qual eu mesma pratico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso, também tenho outra dissertação a realizar conveniente ao assunto: como analisar sem julgar? Simples. Fato é que quase qualquer atitude do ser humano tem uma explicação biológica, psicológica, e muitos outros lógicos - eu pelo menos não me recordo de qualquer ação humana que não possuísse uma explicação. Então, quando se analisa alguém, se considera suas motivações, o contexto da sua vida ou de sua ação e, explica-se portanto, o que leva a pessoa a possuir determinado estilo de vida ou agir de certa maneira. Quando se julga, contudo, avalia-se ainda, se tais motivações justificam a ação ou o estilo de vida da pessoa. Ou seja, põe-se na balança (o que creio ser a simbologia mais pertinente à área que conheço) se as motivações e as ações se equilibram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso [2], me ponho em dúvida quanto à profissão que desejo seguir. Não sei se meu desejo constante de julgar é legítimo ou fruto de problemas psicológicos adquiridos mas, mesmo assim, racionalmente considero importante que o indíviduo que fere receba a mínima punição que é, em si, ser julgado, além ainda de compreendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Só pra deixar claro que esse meu devaneio não tem qualquer objetivo prático, como justificar alguma punição a alguém ou qualquer coisa assim. É só um... devaneio.)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-2604668705246337574?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/2604668705246337574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=2604668705246337574' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/2604668705246337574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/2604668705246337574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2009/02/o-juri-considera-o-reu.html' title='a vida é um júri.'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-8731820206590037517</id><published>2009-01-08T02:42:00.003-02:00</published><updated>2009-01-08T03:04:40.861-02:00</updated><title type='text'>Projeção das Máscaras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Bom, começo dizendo que só vou informar minhas previsões sobre minha aprovação ou não no curso de Artes para os amigos. Boh, que privilégio! ahtri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, tenho raciocinado sobre práticas constantes de grupos sociais. Só quero ressaltar que é incrível como podemos mesclar as várias áreas do conhecimento como, no caso, psicologia e sociologia (?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande maioria das pessoas do século XXI é insegura. Como eu sei disso? Bom, saber eu não sei, mas me parece meio óbvio. Insegurança política, social (por causa das diferenças sociais) e psicológica até. Ninguém mais possui ideologia e a família tornou-se uma "entidade falida", como diz uma amiga minha. De fato, não há sinal algum de que devamos ter segurança. E isso, sim, é horrível, produz conseqüências desagradáveis, etc. Mas as conseqüências que planejo abordar são mais sutis.&lt;br /&gt;Por exemplo, você é uma pessoa relativamente normal até os 5 anos, certo? Aí quando você entra na escolinha, começam a se formar as "panelinhas", grupos sociais que, quando se é criança, geralmente obedecem ao critério de personalidade (tais pessoas são mais extrovertidas, outras mais tímidas, outras mais inteligentes). À medida que você cresce, essas diferenças vão se evidenciando mais e obedecendo a diferentes critérios, como estética, posição social, mesmo que continue a levar em conta fatores de personalidade. Chega determinado momento, contudo, que os grupos sociais ficam muito parecidos e você já não se sente parte de um em especial. Daí todos começaram a usar as mesmas roupas, as mesmas gírias, fazerem as mesmas coisas, ou seja, realizarem as mesmas práticas.&lt;br /&gt;Nesse momento, em que os critérios para a formação de um grupo social tornam-se mais superficiais - a fim de unir o grupo ou mesmo afunilar a passagem dos membros, sabe-se lá - começa o preconceito, a discriminação, a superficialidade.&lt;br /&gt;E quando determinada pessoa é rejeitada de certo grupo, ela busca outro com o qual possa se identificar a fim de obter segurança e uma auto-estima média, no mínimo. É claro que essas rejeições e aceitações não ocorrem de modo explícito, são sutis, subentendidas, mas acontecem.&lt;br /&gt;O meu raciocínio é o seguinte: essa moral de estética, exterior, ver se uma pessoa "combina" com você pelo que ela usa, é um método de identificação com os semelhantes a fim de formar grupos sociais, obtendo-se então, a segurança de pertencer a um conjunto. Contudo, essa lógica de valorização do superficial das pessoas acaba parando aí. Algumas pessoas simplesmente não desenvolvem seu interior, visto que o exterior já é o suficiente para que ela seja aceita em um grupo social. É a teoria sobre como as mulheres bonitas correm o risco de serem mais burras: elas não &lt;span style="font-style: italic;"&gt;precisam &lt;/span&gt;de nenhuma outra qualidade para serem aceitas, a beleza basta.&lt;br /&gt;Todas essas práticas se tornam um ciclo vicioso, de modo que se Flop foi rejeitado no grupo dos playboys, ele acaba por entrar no grupo dos atletas, que acaba discriminando os cults e rejeitando Pot, que não possui o perfil exterior de um pertencente ao grupo dos atléticos, e acaba entrando para os cults, que odeiam os atletas e os nerds. E tal.&lt;br /&gt;Ok, eu admito que essa divisão restrita de grupos sociais não ocorre tanto no Brasil, mas sim nos Eua. Mas, de qualquer forma, os brasileiros adoram imitar os norte-americanos. Talvez até na forma de preconceito. Ha-ha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pra deixar claro: isso aí é um raciocínio, teses de quem acabou o vestibular e resolveu escrever. Nenhuma estatística. Eu me arrisco a dizer que é uma simples &lt;span style="font-style: italic;"&gt;projeção&lt;/span&gt; da minha parte, em que eu começo a criticar os grupos sociais com receio de acabar não fazendo parte de nenhum.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-8731820206590037517?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/8731820206590037517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=8731820206590037517' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/8731820206590037517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/8731820206590037517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2009/01/projeo-das-mscaras.html' title='Projeção das Máscaras'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-8318179159868961126</id><published>2008-12-17T21:22:00.006-02:00</published><updated>2008-12-18T00:51:36.830-02:00</updated><title type='text'>império de hipocrisia.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_LBayuFDA-Qc/SUmKAxqeW5I/AAAAAAAAAEc/2Rf6AfdTR5A/s1600-h/imperialismo2006%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 290px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LBayuFDA-Qc/SUmKAxqeW5I/AAAAAAAAAEc/2Rf6AfdTR5A/s320/imperialismo2006%5B1%5D.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280903784004737938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não acredito em novos sistemas políticos, nem em novas ideologias para salvar o mundo. Já temos incontáveis boas idéias para seguir. Mas somos seres humanos: acabamos sempre fodendo com tudo e distorcendo todas as boas idéias nessa busca desenfreada por um sentido na vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Não há idéia que nos salve da cova que cavamos. No entanto, há, sim, sistemos políticos que nos enterram ainda mais - ou pelo menos enterram aqueles que não tem condições de pagar um bom funeral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me venham falar de liberdade de expressão. É &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;óbvio, nítido, evidente e lógico&lt;/span&gt; que no sistema em que vivemos tu tem a liberdade de expressar a merda de opinião que quiser.  (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E uhul, é isso que importa, gente! Poder expressar nossas opiniões ridículas e resultantes de uma educação falha e de influências demasiadamente fortes de fatores externos em detrimento do desenvolvimento de uma visão crítica adventa do nosso próprio raciocínio&lt;/span&gt;) Enfim, só quero deixar claro que não estou IMPEDINDO ninguém de pensar de tal maneira ou se expressar de tal jeito. Não tenho o mínimo poder de veto de opinião, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dã&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu estou prester a falar não é uma opinião, não é um impedimento, é um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fato&lt;/span&gt;: quem tem orgulho do sistema em que vivemos não tem o mínimo de MORAL para lamentar a situação dos africanos, do mendigo da esquina ou mesmo do aumento dos preços dos alimentos. Poder lamentar, tu pode, mas não tem moral, vai ser incoerente, corre o risco de mostrar o quão hipócrita e/ou patético tu é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tu é imperialista, se tu concorda com o tipo de economia e política na qual vivemos, ou mesmo se tu concorda com qualquer tipo de governo que supervalorize o dinheiro em detrimento da vida humana, faça um bem a si mesmo e não abra a boca pra dar um ai sobre a merda de situação em que o mundo está. São os governos imperialistas, é a corrida por dinheiro e lucro, é toda essa mentalidade de propriedade privada acima do direito à vida que é a grande causadora das mazelas atuais da humanidade. Então, se tu concorda com um, concorda - ou no mínimo não discorda - com outra. Não sou comunista nem anarquista e não serei até que a humanidade desenvolva sua consciência. Eu sou simplesmente anti-hipocrisia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;    E o que é hipocrisia , na minha nem tão humilde opinião?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É os Estados Unidos, a Inglaterra, a França e todas as outras potências no final do século XIX terem deixado a população africana viver nas piores condições possíveis simplesmente para aumentar seus lucros e, agora fingirem que se importam com a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o governo Bush ter sido contra o aborto e as pesquisas com células-tronco com a desculpa cristianamente esfarrapada de que vidas inocentes são desperdiçadas, quando milhões de iraquianos e africanos morreram e ainda morrem porque os EUA quer. No 11 de Setembro, morreram &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3234 pessoas&lt;/span&gt; (pelo que vi no wikipedia) - e, ok, foi horrível, qualquer acidente ou ato terrorista o é. Na África, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;330 mil&lt;/span&gt; pessoas morreram de AIDS orque não tiveram acesso aos medicamentos. E não tiveram acesso porque são pobres. E um dos grandes fatores - talvez o maior - para essa pobreza toda no continente africano é a devastação e a exploração dos países imperialistas, como os EUA. A Guerra do Iraque matou, em média, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;48000&lt;/span&gt; pessoas. Quarenta e oito mil. E os EUA não tem a imagem de terrorista para o resto do mundo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;POR QUÊ&lt;/span&gt;? Eles lucraram em cima da mão-de-obra, do sofrimento e das mortes de um monte de gente. Por que não considerá-los terroristas? Porque &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;você&lt;/span&gt; quer a sua liberdade &lt;span style="font-style: italic;"&gt;de consumo&lt;/span&gt;, preservada, né? Você e mais um monte de gente que no mínimo faz parte da porção mais hipócrita da face da Terra não consideram os EUA um país de terroristas, porque isso significa que vocês estão arcando com um sistema terrorista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hipocrisia, para mim, é o governo Bush bloquear economicamente Cuba com medo de o comunismo se espalhar, enquanto que os cubanos são em sua maioria pobres exatamente por causa do bloqueio econômico. Pelo jeito, Cuba não tem &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;liberdade&lt;/span&gt; para governar do jeito que quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os EUA têm o maior PIB anual do mundo - maior do que toda a União Européia junta! - e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AINDA ASSIM&lt;/span&gt; fode qualquer nação que puder para conseguir lucro. A noção de patriotismo se tranformou em um modo de fazer as massas aceitarem ou concordarem com medidas governamentais absurdas, em que uns poucos ganham dinheiro em cima do esforço de muitos. Hipocrisia é os EUA se pintarem como propagadores da liberdade, enquanto que cada vez mais países pobres estão presos em dívidas externas com juros absurdos provenientes de "favores desinteressados e altruístas" dos libertadores norte-americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não estou me achando mais humanitária ou mais salvadora da pátria que ninguém. Não faço nada mais que separar o lixo. Eu até fumo, for god's sakes. Mas eu não me orgulho do sistema em que eu vivo e eu não me orgulho de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;JOGAR ESSE JOGO&lt;/span&gt;, mesmo não tendo sido eu que m o inventou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, assim, honestamente? Eu acho que as únicas pessoas que são realmente a favor do capitalismo do modo que ele acontece na prática são os que têm medo de perder os privilégios que ele proporciona. Eu pelo menos não consigo conceber a idéia de que alguém aprecie um tipo de governo que seja - na prática, ao menos - contra a liberdade de sobrevivência (ah, o que importa é a de consumo!) e contra a igualdade de oportunidades, sem que nas entrelinhas dessa opinião haja um iceberg de interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O imperialismo não foi uma boa idéia. Aliás, não foi nem uma idéia, foi um conjunto de práticas injustas e covardes de todas maneiras (covardia militar, ideológica, política, econômica, humana) que não fez nada mais do que beneficiar uns e destruir outros, demonstrando assim como a natureza humana se traduz pela ganância. Quem se dá conta do quanto esse tipo de sistema é desumano e ainda assim concorda com ele, está concordando com o seu próprio estado de redução ao instinto animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, se, para você, ter um Play2 é mais importante do que haver igualdade em seu país, ok. Seja feliz com essa mentalidade. Só não lamente a situação dos africanos, não aja como se o prejuízo e a destruição de alguns fosse obra do destino. Ela é obra dos homens, homens como você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;darling&lt;/span&gt;, só existe pra quem tem poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;PS&lt;/span&gt;: No futuro, farei mais críticas sobre outros tipos de idéias que, por sua vez, também têm suas contradições estúpidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;PS2&lt;/span&gt;: Se você for um imperialistazinho indignado, se dirija a mim com bons argumentos e admita primeiro que você só está preocupado com você mesmo nesse mundinho. Gracias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-8318179159868961126?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/8318179159868961126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=8318179159868961126' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/8318179159868961126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/8318179159868961126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2008/12/imprio-de-hipocrisia.html' title='império de hipocrisia.'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LBayuFDA-Qc/SUmKAxqeW5I/AAAAAAAAAEc/2Rf6AfdTR5A/s72-c/imperialismo2006%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-2214030568059152063</id><published>2008-11-25T01:32:00.006-02:00</published><updated>2008-11-25T02:18:35.591-02:00</updated><title type='text'>building myself up.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia eu me disse "Bom, com problemas concretos pelo menos tu consegue lidar." Dia esse, que não lembro qual foi, que provavelmente eu tinha um problema &lt;span style="font-style: italic;"&gt;abstrato&lt;/span&gt; para resolver ou não-resolver. Obstáculos subjetivos dependem apenas de mim para serem contornados, enquanto os outros, bom, dependem dos outros. E o que é pior? Saber que está tudo nas tuas mãos e mesmo assim se sentir impotente ou perceber que há coisas que não se pode modificar, que serão modificadas por outras pessoas, ou pelo destino - sabe-se lá. Às vezes as duas situações se confudem e tu não sabe se é responsabilidade tua ou deles. O que importa... O que importa? São problemas, ponto. Faça o seu melhor, descubra o seu melhor. Aproveite a vida sem que para isso seja necessário ferrar quem está nela. Você é capaz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Hoje é um dia daqueles que passam como uma trovoada e deixam a tua cabeça zonza. Tu quase nem lembra o que fez há 10 minutos atrás, de tão atordoada que tá. Daqueles dias que chegam ao fim quando tu estás debaixo do edredom tentando dormir e aqueles pensamentos indesejáveis começam a surgir. 'Será que fui &lt;span style="font-style: italic;"&gt;eu &lt;/span&gt;quem causou todo esse estrago?'. E se a resposta é sim, tu escolhe se fazer de vítima em vez de refazer teu comportamento - ou melhor - teu jeito de pensar. E aí? Quem é continua estragando as coisas? Tu mesmo. E mesmo não tendo sido tu, a escolha mais estúpida ainda perdura: ficar parado remoendo o que poderia ter sido, ou como as coisas não funcionaram do jeito que tu queria. E mudá-las? Por que tu faria isso se é mais fácil esperar que algo miraculoso caia do céu e permeie tua vida de esperança? Por que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tu &lt;/span&gt;vai criar tua própria esperança se é mais&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; confortável&lt;/span&gt; simplesmente não o fazer?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo: cansei de tanta reclamação de mim mesma para mim mesma e para os outros. Continuo achando que o mundo está injusto hoje, mas o mundo é sempre injusto, ué, vamos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;agir&lt;/span&gt;. BOH ¬¬&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(mal escrito e tan-to-faz!)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-2214030568059152063?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/2214030568059152063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=2214030568059152063' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/2214030568059152063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/2214030568059152063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2008/11/um-dia-eu-me-disse-bom-com-problemas.html' title='building myself up.'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-5411579362582467645</id><published>2008-11-16T01:21:00.000-02:00</published><updated>2008-11-16T02:31:21.711-02:00</updated><title type='text'>To wish impossible things.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LBayuFDA-Qc/SR-YjNiMbZI/AAAAAAAAABs/ALChsWxHOoU/s1600-h/sol+em+poa+%281%29.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LBayuFDA-Qc/SR-YjNiMbZI/AAAAAAAAABs/ALChsWxHOoU/s320/sol+em+poa+%281%29.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269097819742694802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: center;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;I wasn't born able to hit the sun.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;(Essa é mentira&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Eu pensei ser um dia possível que todo esse sonho pudesse se tornar não mais um sonho. Imaginei que o destino permitiria que esta imagem delirante que passa incessantemente em meus olhos como um filme pudesse se materializar e não mais me enlouquecer então. Pensei que, caso as chuvas parassem de cair e seu rosto viesse à tona na claridade, por debaixo de capas e proteções, e guarda-chuvas e repressões, nós nos uniríamos e permaneceríamos ali, apreciando o calor frívolo do sol. Eu sei que não parece real, sei que não faz sentido eu acreditar nessa possiblidade, ou torcer por uma maior probabilidade. Pensei um dia poder te desvendar, pensei ser capaz de adentrar por entre tuas máscaras de sanidade e conveniência e tocar em tuas mais verdadeiras e genuínas faces. Sei que não há como, não há quando nem por quê. Sei que eu teria que, antes de tudo, me abrir para você. Mas pensei poder. Apenas pensei.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;(Essa é verdade)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Tenho certos devaneios esporádicos que afetam meu cotidiano pacífico. Creio não poder expressar em palavras meu modo de sentir, minhas ilusões de uma vida distante. Desde a infância desenvolvi essa idéia, não bem sonho, não bem realidade, de que a vida seria uma eterna roda-gigante de aventuras e emoções. Também imaginei que eu pudesse simplesmente pausar essas sensações quando precissasse crescer. Como se eu possuísse poder o suficiente para preencher todos as lacunas, como se eu pudesse me completar. Tinha essa idéia de que a sanidade e a loucura conviveriam bem no meu cotidiano e que eu poderia todo dia tirar um pedacinho de cada bolo, como Alice em seu país maravilhoso. Aos poucos desiludi a mim mesma, descobri não ser possível sonhar e acordar no momento desejado. Agora estou quase pronta para me acomodar num viver submetido a forças alheias, à vontade dos que são capazes de validar suas ambições. Esse é uma existência sobre a qual eu não possuo autoridade, a qual eu não tenho capacidade de moldar ou influenciar. Não é um desejo de controle, é um anseio por tomar um rumo e, sobretudo, por dar vida à personagem que eu criei para eventualmente interpretar. Ela será feliz, ela viverá a vida que quer. Eu? Eu não nasci pra isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-5411579362582467645?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/5411579362582467645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=5411579362582467645' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/5411579362582467645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/5411579362582467645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2008/11/to-wish-impossible-things.html' title='To wish impossible things.'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LBayuFDA-Qc/SR-YjNiMbZI/AAAAAAAAABs/ALChsWxHOoU/s72-c/sol+em+poa+%281%29.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-4940209154720091520</id><published>2008-10-23T19:33:00.000-02:00</published><updated>2008-10-23T23:47:57.924-02:00</updated><title type='text'>Cinzas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;    "&lt;/span&gt;Estava pensando, cá com meus botões: o que vai ser da minha vida daqui pra frente? Ou de alguns anos pra frente? Ou o que&lt;span style="font-style: italic;"&gt; foi &lt;/span&gt;da minha vida até agora? Fui feliz? Feliz no presente, sei que não sou. Lembro-me de um professor na faculdade que dizia que quando se é jovem a felicidade bate à porta, porque nessa idade todos ignoramos as dificuldades da vida - estamos concentrados demais na nossa busca por nós mesmos para prestar atenção em qualquer outro elemento do mundo. Na época eu achei bobagem; todos os jovens sempre desprezam os comentários feitos sobre eles. Todos os jovens desprezam &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tudo&lt;/span&gt;. Agora consigo enxergar com clareza esse ponto de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Sobre mim não há muito o que dizer. Minha existência não difere em nada das demais no quesito importância. E, se me tachassem de solitário ou niilista, não rejeitaria o título. Meu pai morreu há vinte anos de infarto. Ele comia muita gordura e bebia muito vinho. Morava na região de Bento Gonçalves, onde é impossível não apreciar a vinicultura. Minha abençoada mãe - Benedita era seu nome, a propósito - morreu 2 anos depois que meu pai. Todos disseram que foi de desgosto, mas não acho que eles tivessem se amado tanto assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Agora, sobre minha ex-esposa pouco posso comentar. Nem eu mesmo sei o que aconteceu. Estávamos muito bem quando tudo desmoronou. A separação é um tipo de morte. E, como esta, pode ser tanto gradual e consciente como dolorosamente súbita. Eu, se fosse comentar sobre meu divórcio de modo adequado a um velório de casamento, diria "Que pena! Era tão jovem! Ninguém imaginava que isso fosse acontecer tão cedo...". Mas assim como a morte, creio que a separação, em certos casos, é absolutamente inevitável. Quero dizer, pode-se evitar, mas ao custo de um resto-de-sua-vida posto no lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Essa última frase, na verdade, não significa muito, visto que eu puramente descartei os anos seguintes à separação. E não foi por sofrimento ou trauma. Até que foi relativamente amigável o rompimento, dependendo do referencial. Mas, a partir do momento em que me vi sozinho, percebi que não havia motivo - não havia O motivo - nem nunca houve, embora até aquela época eu não tivesse me dado conta disso. Se alguém está lendo isso, eu lhe dou um conselho (o preço é perder seu tempo): ache o seu motivo, encontre a sua razão de viver. Ah, e por favor, não faça de uma pessoa sua razão de viver. Você estará desistindo de si mesmo se fizer isso e forçando a pessoa a desistir dela mesma para merecer a honra. Se você mora no Brasil, não faça um time de futebol sua razão de viver. É estúpido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Eu, particularmente, estou esperando que o glorioso Deus responda às minhas cartinhas de quinta série: "O que é a vida? Por que estamos aqui? O que devemos fazer para melhorar o mundo?". Se eu tivesse lido a Bíblia mais cedo, talvez houvesse aceitado o "amar a Deus e aos homens" e nem teria sequer elaborado tais perguntas. Entretanto, meus pais faziam parte do grupo de católicos que iam à missa aos domingos pra prestar contas à sociedade e sentiam-se aliviados cumprindo essa tediosa tarefa. A Bíblia era um enfeite, e até meus quinze anos eu nunca vi ela de outra forma. Quando eu finalmente a li, já havia criado certa personalidade crítica, que me impediu - talvez infelizmente - de viver sob um dogma religioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Sempre que eu falava de Deus desse modo, me perguntavam se eu era ateu. Sentia uma pontinha de desgosto nessa situação - acho que era por causa da alfinetada. Ninguém gosta de ateus: são pessimistas descrentes sem uma vaga no paraíso. Contudo, não sou ateu. Detesto religião por motivos óbvios (se não são óbvios para você, vá estudar história), mas tenho uma simpatia pela idéia de que há uma força superior, uma energia cósmica ou coisa que o valha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Continuando o raciocínio sobre meu pedido celestial, o grandessíssimo Charles Darwin diria que a razão para estarmos aqui é a continuação da espécie. Um tanto frio, não? E os gays? Como existiriam homossexuais, eles sabendo que não há um meio (convencional) de ter um filho com uma pessoa do mesmo sexo? Darwin provavelmente não possuía uma visão muito ampla. Ou ele apenas se ateve a pesquisar sobre a evolução - e eu o criticando, coitado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A conclusão a que chego, antes da secretária do Dr. Orivesan me chamar para a consulta, é que de mim apenas restaram cinzas. Meus ideais e meus sonhos foram cremados e agora suas sobras mortais descansam em uma urna no cemitério que é minha mente. Muito soturno, não? Bom, finja que seria trágico se não fosse cômico."&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por jujubaluba postando um negócio nada-a-ver. Quem tiver alguma opinião relevante, for god's sake, revele-a.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-4940209154720091520?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/4940209154720091520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=4940209154720091520' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/4940209154720091520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/4940209154720091520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2008/10/cinzas.html' title='Cinzas'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-6547177619050588522</id><published>2008-10-04T18:46:00.000-03:00</published><updated>2008-10-04T20:02:41.254-03:00</updated><title type='text'>nós somos o milagre.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;    Com a evolução, o homem pôde ter polegares opositores e consciência de seus instintos. A cultura e a mentalidade da época no período das guerras possibilitaram uma maior tecnologia na construção de armas.  A genética influencia no quando um homem é ou não propenso a ser violento. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mas quem escolhe puxar ou não o gatilho é o próprio homem&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A conclusão final dos meus últimos devaneios é que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;nada determina &lt;/span&gt;quem somos ou do que somos capazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A geografia de um lugar não determina  que acontecerá nele. Assim como nem os fatores biológicos nem os geográficos determinam a cultura de um povo, e a cultura de um povo não determina a personalidade de cada indivíduo daquele povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De mesmo modo, nem o dna nem a constituição biológica de cada pessoa determinam que ela vai ser, porque a nossa evolução nos concedeu a possibilidade de adaptação ao meio, de mudar. E, se podemos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mudar&lt;/span&gt;, significa que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nada nos determina&lt;/span&gt;. Também o fato de que mulheres são mais propensas a terem depressão porque secretam menos serotonina não é razão suficiente para que determinada mulher tenha serotonina. E, se o volume cerebral determinasse inteligência, não existiriam mulheres mais inteligentes que homens (e eu vejo muuuitos casos por aí, caham). Um nível elevado de testosterona na mulher não determina sua sexualidade, da mesma forma como um nível mais baixo do mesmo hormônio não determina a sexualidade em homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que todos os fatores citados influenciam de modo preponderante a personalidade. Mas nenhum deles é uma causa direta do que somos. Afinal, a partir do momento (e que diabos de momento foi esse, afinal?) que os seres humanos passaram a ter &lt;span style="font-style: italic;"&gt;consciência&lt;/span&gt;, eles puderam &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;escolher&lt;/span&gt; qual influências iriam rejeitar e quais iriam aceitar. É claro que seria muito cansativo para a nossa capacidade cognitiva analisar cada influência que recebemos para decidir qual seguir, portanto não temos consciência de todos os fatores que fizeram parte da nossa formação ou mesmo que estão fazendo parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A genética, a cultura ou mesmo a biologia, esses sendo desenvolvidos historicamente, influem de modo extremamente significativo na nossa motivação. Entretanto, à medida que nossa consciência é desenvolvida, cada vez mais temos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;escolha&lt;/span&gt;, temos o que a Bíblia chama de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;livre-arbítrio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Portanto, quem faz, quem age sobre o que somos e o que fazemos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;somos nós mesmos&lt;/span&gt;, independentemente da conseqüência dos nossos atos. Mal se sabe do que o cérebro é capaz, não temos total conhecimento sobre a capacidade psicológica  da nossa própria espécie, de nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me perguntassem (ah, quem é que vai, né), eu diria que somos potencialmente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tudo&lt;/span&gt;: potencialmente santos, potencialmente gênios, potencialmente assassinos. Alguns com mais ou menos tendência ou dificuldade para qualquer coisa, mas todos com a mesma capacidade. Por quê? Porque nós é que decidimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é à toa que dizem por aí que Deus está em cada um de nós: o milagre está em cada um de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embasamente teórico usado nesse texto inútil: filme "Gattaca", livro "Cultura", aulas de Fundamentos, PPB e Genética e artigo de genética + minha mente desocupada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por Julieth, criatura altamente gripada que está fazendo a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;escolha &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;de postar suas teorias óbvias num blog, em vez de ler o livro de antropologia!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-6547177619050588522?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/6547177619050588522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=6547177619050588522' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/6547177619050588522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/6547177619050588522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2008/10/ns-somos-o-milagre.html' title='nós somos o milagre.'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-2215371071655573713</id><published>2008-09-30T03:17:00.000-03:00</published><updated>2008-09-30T03:54:15.403-03:00</updated><title type='text'>I wouldn't like me either.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não faço a mínima idéia se o título está certo ou não&lt;br /&gt;Enfim, momento diário agora. Pra quem quer saber, eu tenho sim, um diário, no qual eu relato as minhas experiências de vida (chic ¬¬) e o modo como eu me sinto em relação a elas. Mas - dando uma desculpa que não seja meu puro narcisismo - eu olho pra caneta e pro caderninho e não me dá a mínima vontade de escrever à moda antiga. Portanto, farei auto-terapia aqui mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anyway, nesta madrugada eu resolvi re-ouvir Placebo e lembrar de como eu me sentia na época em que essa era minha banda-vício - parei de ouvir à medida que fui ficando mais alegre. Cheguei à conclusão de que o que eu sinto agora não é novidade, nunca foi e nunca será enquanto alguma coisa não mudar. Eu me sinto completamente deslocada e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;desintegrada&lt;/span&gt; em qualquer lugar que não a minha própria casa, e desde que eu esteja sozinha, com o Rafa ou com a minha mãe. O estranho é que eu não me considero anti-social, muito pelo contrário. Eu gosto de falar com algumas pessoas e gosto de lugares cheios - para não me sentir sozinha, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;que fuga originaal&lt;/span&gt;! Eu só consigo me sentir à vontade em situações de extrema intimidade, caso contrário há sempre a sensação de que me falta algo, de que eu estou batendo com minhas asas roxas e azuis com formas abstratas em um aquário, tentanto sem sucesso me comunicar com os peixes (me deixem desenvolver uma metáfora maluca, obrigada).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;   De um lado, pode-se pensar que eu sou uma pessoa demasiado íntegra para abrir mão de certas coisas na minha personalidade para me integrar a um círculo social (oh yeah). De outro, eu posso ser simplesmente mimada demais para abstrair certas coisas em mim e nos outros. Ou paranóica demais. O caso é que eu me confundo, não sei julgar o que deve ser abstraído ou não. Resumindo: meu manual mental de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;como se comportar socialmente de modo aceitável&lt;/span&gt; deu tilt.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;   Isso tudo por quê? (Eu me pergunto.)&lt;br /&gt;   Freud diria que é porque quando eu era criança eu tive que me mudar pra Porto Alegre e deixar o meu ambiente familiar de lado para contruir um ambiente completamente novo e livre de qualquer sensação de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;segurança e familiaridade&lt;/span&gt; (e eu que odiava dramas, hein). Mas eu discordo de Freud. Na verdade, acho que raríssimas vezes me senti realmente completa, como se eu gostasse das pessoas e elas gostassem de mim; como se houvesse alguma conexão significativa. É uma sensação estranha essa de que ninguém está realmente conseguindo captar o que você está querendo expressar. Até me surpreendo quando eu falo algo mais complexo e as pessoas interpretam corretamente. É claro que muitas vezes eu sinto que há uma sintonia, mas apenas durante um milésimo de segundo. Logo após, tudo se esvai, como se toda aquele entendimento subentendido e genuíno fosse apenas grãos de areia escapando por entre as frestas dos dedos (muita poesia, baby). E também há dias em que eu acho que estou conseguindo consertar essa sensação, mas uma palavra, um gesto ou olhar pode mudar tudo.&lt;br /&gt;   Aí entra outra coisa: paranóia. Pode parecer engraçado, mas eu fui socialmente paranóica a minha vida toda, ou pelo menos desde quando me recordo. Obviamente nada do tipo "alguém está me seguiiiindo, socoooorro!". Meu inconsciente vivia me repentindo a clichê "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;nobody cares&lt;/span&gt;". Não é como uma teoria da conspiração, em que todos queriam me prejudicar. Eu não me achava no direito de merecer tanto. Era uma neurose combinada com baixa auto-estima. Qualquer gesto fora do comum significava mil coisas, a maioria que eu simplesmente era desinteressante demais para ser digna de alguma consideração. Com o tempo eu fui percebendo que, é claro, as vezes poderia significar algo, mas uma coisa tão passageira, tão supérflua em relação à minha preocupação. Entretanto, é difícil fazer com que o nosso lado racional convença o emocional de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;qualquer coisa&lt;/span&gt;. E o que eu percebi é que eu nunca realmente superei nem a paranóia nem essa sensação de incoerência com o ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí é que entra a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;raiva&lt;/span&gt;: eu "decidi" odiar o mundo para que eu não me sinta triste ou deslocada quando eu achar que ele está me deslocando. Eu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;escolho &lt;/span&gt;me deslocar, eu rebaixo o que está ao meu redor para que eu não tenha que passar pela situação difícil de ter que lidar com a perda ou com a não aprovação constante (quaanta maturidade...)&lt;/br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Enfim, para aqueles que acham que eu deveria consultar uma psicóloga, parabéns, descobriram a roda! Confeti em vocês! Para os que sentem isso também, me avisem, assim eu não acho que o problema é comigo - apesar de eu já ter vivido e freqüentado inúmeros tipos de ambientes ou círculos sociais e não ter me adaptado emocionalmente a nenhum (y).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, para os que forem me chamarem de emo: além de dar o troféu jóinha de originalidade em ofensas do momento, eu vou deixar claro que o meu lado raivoso e mortal ainda se sobrepões ao meu lado&lt;span style="font-style: italic;"&gt; mártir da humanidade&lt;/span&gt;. Tenham medo - tenham muito medo!&lt;br /&gt;Né ¬¬&lt;/br&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ah e tem um erro de português no post anterior que eu não vou apontar muito menos consertar. Boa noite, manhã, tarde, dia, vida, eternidade!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-2215371071655573713?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/2215371071655573713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=2215371071655573713' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/2215371071655573713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/2215371071655573713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2008/09/i-wouldnt-like-me-either.html' title='I wouldn&apos;t like me either.'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-6890771958281102258</id><published>2008-09-29T14:27:00.000-03:00</published><updated>2008-09-29T14:39:19.470-03:00</updated><title type='text'>irresponsável.</title><content type='html'>Conclusão do dia: estudar na frente do computador &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não dá certo.&lt;/span&gt; Tá, tá, eu sei que estudar é só do que eu venho falando, mas é o que tem consumido meu tempo. E a minha prova mais foda começa daqui a 1h e meia e eu aqui, divagando sobre o fato de que eu deveria estar estudando, e não escrevendo. Eu chamaria isso de meta-texto, ou algo assim. Com ou sem hífen, alguém opina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anyway, tenho sentido umas coisas engraçadas ultimamente. Ok, engraçadas é a palavra errada. Eu diria irônicas, do tipo nada que seja ruim nem bom, é simplesmente neutro de um ponto de vista de prejuízo. Falando falando e não dizendo absolutamente nada.&lt;br /&gt;Sempre me pergunto se todo mundo que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;parece &lt;/span&gt;ter uma vida emocionante realmente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vive&lt;/span&gt; essa vida. E, caso elas vivam, será que elas precisam ser irresponsáveis ou egoístas para tanto? Quer dizer, tem como tu fazer as coisas que tu quer e aproveitar oportunidades de diversão vazia e sem sentido (que eu admito, fazem muito bem), sem ser idiota? Que eu me lembre, nos meus tempos áureos de rocknroll e álcool, eu não era idiota - pelo menos não tanto quando eu poderia ser agora. E mesmo assim eu me divertia. Mas ao mesmo tempo, eu não ligava pra muita coisa, não tinha dificuldades nem responsabilidades e também feria muitas pessoas nessse caminho tortuoso em busca de emoção.&lt;br /&gt;O estranho é que o auge da minha diversão foi com meus 14/15 anos. Eu falando como se estivesse na terceira idade. A questão é que há momentos em que eu me desespero, pensando que há tanto - mas &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;taaanto&lt;/span&gt; - que eu queria fazer, e que eu tenho que correr pra que dê tempo. Aí eu lembro que eu tenho recém 17 anos e tive problemas pra entrar no Strike (musiquinha de merda, pqp), por exemplo. Portanto, não estou tão atrasada assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso foi um desabafado muito tosco. Bah, minha capacidade de expressão e linguagem tem se deteriorado continuamente à medida que eu fico nervosa pra estudar os processos cognitivos. E, caso ninguém tenha percebido, eu tentei compensar na penúltima linha. Baaai!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-6890771958281102258?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/6890771958281102258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=6890771958281102258' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/6890771958281102258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/6890771958281102258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2008/09/irresponsvel.html' title='irresponsável.'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-7532130525476060157</id><published>2008-09-22T23:07:00.000-03:00</published><updated>2008-09-22T23:24:52.685-03:00</updated><title type='text'>open your eyes.</title><content type='html'>Ah, hoje eu tô de bom humor (agradeço ao Rafa por isso) e não vou falar nada deprimente pra não estragar. hoho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The point is that eu tenho muuito o que estudar, mas felizmente nesses últimos dias meus planos de estudo têm dado certo e eu pareço estar abrindo meus olhos pra certas coisas em mim mesma. Tudo está se ajeitando, e resta a mim o ofício de manter a vida nesse ritmo. ui ui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha única consideração hoje sobre esse treco de maturidade e crescimento pessoal é que, sim,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; as pessoas crescem emocional e espiritualmente &lt;/span&gt;(ou algo assim)&lt;span style="font-style: italic;"&gt; de modo natural&lt;/span&gt;. Mas isso ocorre porque existem momentos difíceis na vida dos quais não há como fugir, então somos "obrigados" a lidar com eles e a amadurecer durante o processo. Contudo, uma forma de acelerar e melhorar o processo é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aproveitando as oportunidades de crescimento&lt;/span&gt; - não apenas aquelas com as quais &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;temos &lt;/span&gt;que lidar, mas também aproveitando os momentos que questionam nós mesmos. Pode ser por meio de uma crítica, de um elogio, de uma conversa, de um livro, de uma música - há zilhões de oportunidades o tempo todo nos instigando a crescer e a aprimorar nossa personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta saber agora - a minha dúvida existencial &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mor&lt;/span&gt; - se quando morremos, todo esforço será em vão; se quando morrermos, todo o nosso &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ser&lt;/span&gt;, o nosso &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;eu&lt;/span&gt; morrerá com nosso corpo.&lt;br /&gt;E eu jurando que não ia falar nada deprimente. Mas eu penso nisso quando "houver a oportunidade". Ahtri.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-7532130525476060157?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/7532130525476060157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=7532130525476060157' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/7532130525476060157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/7532130525476060157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2008/09/ah-hoje-eu-t-de-bom-humor-agradeo-ao.html' title='open your eyes.'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-8411570592715192610</id><published>2008-08-31T02:08:00.000-03:00</published><updated>2008-08-31T02:17:13.625-03:00</updated><title type='text'>Justiça e punição</title><content type='html'>Hoje eu tenho o dever de admitir pra mim mesma que julgo demais, que tenho rancor demais. Que, mesmo que em partes eu queira punir as pessoas para que elas aprendam a sofrer as conseqüências de seus atos, eu sei que não é assim que índole muda. E, por mais que eu também considere a punição, em alguns casos, a forma de condicionamento mais justa, também tenho plena noção de que ela não é tão eficaz quanto o reforço.&lt;br /&gt;    Mas falando sério: reforçar a não-atitude ruim? Eu acho isso simplesmente injusto. Porque se a pessoa faz algo prejudicial ela deveria sofrer as conseqüências e não simplesmente ser recompensada quando não faz o ato prejudicial.&lt;br /&gt;    Só pra registrar um pensamento. Porque ocasionalmente e filosofia se bate contra a psicologiam visto que a última não faz análise ética e moral. Mas será que é mesmo necessário ser neutro e imparcial? Eu não poderia simplesmente mostrar para a pessoa que o que ela está fazendo é injusto com os outros, em vez de ter que buscar os motivos pelos quais a injustiça é ruim para ela mesma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, eu estou muito penetrando no mundo mágico da psicologia filosófica. [Só pra registrar: eu sempre achei que deveria haver uma disciplina chamada "psicofilosofia": a interação das teorias psicológicas com a moral e os questionamentos de reflexão. Talvez eu mesma crie ela mauhwuwha.]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-8411570592715192610?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/8411570592715192610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=8411570592715192610' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/8411570592715192610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/8411570592715192610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2008/08/justia-e-punio.html' title='Justiça e punição'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-3032153508874524063</id><published>2008-08-22T18:05:00.000-03:00</published><updated>2008-08-22T18:54:18.351-03:00</updated><title type='text'>Behaviorismo e outras palavras difíceis.</title><content type='html'>Em primeiro lugar, por que demônios o negócio é chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;behaviorismo&lt;/span&gt;? Por que não simplesmente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;comportamentalismo&lt;/span&gt;?? Afinal, behavior significa comportamento. Eu explico o porquê. Porque os caras que criaram essa "filosofia do comportamento humano" estavam tão preocupados em fazer da psicologia um ciência toda certinha, que quiseram deixar o nomezinho balaqueiro, aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, enfim xD&lt;br /&gt;Mas sério: a análise do comportamento é uma "ciência" demasiado simplista! Pra explicar: o objetivo deles é observar o comportamento das pessoas diante de certo estímulo, para então poder &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;predizer&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;controlar &lt;/span&gt;o comportamento. Tá, ok. Mas e cadê Freud nisso tudo? Digo, de que adianta tu saber o jeito que a pessoa vai reagir em certa situação, se tu não souber o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;porquê &lt;/span&gt;de ela reagir daquele modo específico?&lt;br /&gt;Na minha compreensão (possivelmente ainda muito limitada para a terceira semana na faculdade), a Análise Comportamental é o oposto exato da Psicanálise. Tá, não exaaato. Mas pensa: do mesmo jeito que predizer e controlar o comportamento não é realmente útil, também não é útil saber apenas as causas internas das reações das pessoas se não se melhora isso, oras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sabe por que a Análise Comportamental ignora (dentro do tratamento, pelo menos) as causas internas, psíquicas e inconscientes tão estimadas pela psicanálise? Porque as causas internas não podem ser &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;observadas, analisadas e comprovadas&lt;/span&gt;!! Ai que estúpido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, né. Já estou, uma menininha na 3a semana da faculdade que possivelmente entendeu distorcidamente todo o conteúdo, querendo criticar o grandioso gênio Skinner e seus seguidores.&lt;br /&gt;Digo que Freud explicaria essa minha intensa necessidade analítico-crítica (alguma falha na minha infância?). Skinner não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-3032153508874524063?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/3032153508874524063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=3032153508874524063' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/3032153508874524063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/3032153508874524063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2008/08/behaviorismo-e-outras-palavras-difceis.html' title='Behaviorismo e outras palavras difíceis.'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-7062744057673184584</id><published>2008-08-17T20:47:00.000-03:00</published><updated>2008-08-17T20:56:30.156-03:00</updated><title type='text'>Bem doce.</title><content type='html'>É engraçado como as propagandas tentam passar a impressão de que há uma ideologia por trás do produto que querem vender. Como se você estivesse realmente aproveitando a vida ao usar produtos da linha Seda, como se você realmente fosse ser mais livre ao fumar Free. Pura baboseira. Porque a impressão que você passa para as outras pessoas não vai mudar quem você é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ou melhor, se você tiver o cabelo roxo (hihi) talvez algumas pessoas achem legal, mas falando sério, quanto tempo esse aumento no seu ego vai durar? Durante algumas horas ou no máximo dias, uma mudança na aparência causa uma certa elevação no estado de espírito, mas é uma coisa superficial: e a superfície não muda o interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   No fundo, toda a humanidade vive essa grande ilusão de que, se mudarmos o que somos por fora, nos tornaremos algo melhor e mais digno de atenção e amor por dentro. Dulcíssima ilusão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-7062744057673184584?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/7062744057673184584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=7062744057673184584' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/7062744057673184584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/7062744057673184584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2008/08/bem-doce.html' title='Bem doce.'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-2329837485071327648</id><published>2008-08-05T23:55:00.000-03:00</published><updated>2008-08-06T00:14:16.874-03:00</updated><title type='text'>Pilares!</title><content type='html'>Aaaah, AMO psicologia! Hoje eu tive uma aula mega esclarecedora e filósofica sobre os pilares da vida.&lt;br /&gt;Tá, parece chatinho, mas juro que faz todo o sentido do mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, se fodam vocês que acham que são mega independentes, que não se abalam com nada e tudo e tal. Nós todos dependemos de um sentido pra viver: ou melhor, de vários. Nós todos temos meios de obter felicidade. Quando um desses meios não está sólido, digamos assim, nós buscamos a felicidade em outro, ou a segurança de uma possível felicidade, pelo menos.&lt;br /&gt;Os problemas começam quando o nosso foco está totalmente centrado em um só meio, ou quando não nos damos conta dos outros pilares que sustentam nossa paz individual básica. Ou seja, se tu só tens um aspecto na vida no qual se basear (trabalho, família, diversão, status),  caso ele fraqueje, tu perdes o equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu quero dizer, finalmente, é que as pessoas que ultravalorizam um só pilar de sustentação psicológica acabam por ter uma base emocional muitíssimo mais fraca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livro de auto-ajuda in: nunca deposite todas as tuas esperanças e esforços em um só meio da tua vida: cultive a família, o sucesso pessoal, profissional, os amigos, todos os benefícios que aparecerem. Desse modo, quando um alicerce tremer, o outro segurará a sua estabilidade psicológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu juro, não consegui me expressar melhor dessa vez! talvez eu edite isso aqui.&lt;br /&gt;edite? edith? piaf? x)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-2329837485071327648?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/2329837485071327648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=2329837485071327648' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/2329837485071327648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/2329837485071327648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2008/08/pilares.html' title='Pilares!'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-3013846589020571016</id><published>2008-08-03T16:05:00.000-03:00</published><updated>2008-08-03T16:50:16.284-03:00</updated><title type='text'>Conversa [ímaginada] de bar.</title><content type='html'>A là Rubem Fonseca, cujo tema remete ao Analista de Bagé (que por sinal eu nunca li &lt;o&gt;). Também com umas pitadas de filosofia de vida barata. Vede a minha necessidade de expôr minhas malucas criações. Aceito críticas construtivas e destrutivas também (tudo que é destrutivo pode ser transformado em construtivo, já diriam os livros de auto-ajuda).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&gt; Então, por que tá com essa cara? Há algum problema?&lt;br /&gt;* Eu... Bem... [5 minutos depois] Acho que estou com problemas mentais.&lt;br /&gt;-&gt; Bom, ninguém é perfeito. Mas qual é a tua imperfeição?&lt;br /&gt;* Você dá respostas tão rápidas, me ensina.&lt;br /&gt;-&gt; Ah, fala logo.&lt;br /&gt;* Eu tenho tomado atitudes absurdas.&lt;br /&gt;-&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;Se tu não quiseres falar, sinta-se à vontade para fazer qualquer outra coisa - qualquer mesmo, já vi de tudo na vida. Agora, se queres falar, vomite de uma vez que será melhor para ambos.&lt;br /&gt;* Eu tenho pensamentos loucos.&lt;br /&gt;-&gt; Isso eu já entendi, mãe do céu!&lt;br /&gt;* É que... é vergonhoso.&lt;br /&gt;-&gt; Mais vergonhoso do que me fazer perder a paciência não é.&lt;br /&gt;* Eu fico pensando... Que horrível...&lt;br /&gt;-&gt; Desembucha!&lt;br /&gt;* Eu me apaixonei por uma mulher que é pobre, desdentada e suja.&lt;br /&gt;-&gt; E qual o problema?&lt;br /&gt;* Por que eu me apaixonaria por ela se posso estar com milhares de mulheres bonitas?&lt;br /&gt;-&gt; Baixa tua bolinha, filho.&lt;br /&gt;* Mas é que eu tenho muito dinheiro. Muito mesmo.&lt;br /&gt;-&gt; Parabéns, o governo deve agradecer os impostos e as prostitutas o cachê. Ou tu não paga?&lt;br /&gt;* As prostitutas? Claro que sim, não sou caloteiro!&lt;br /&gt;-&gt; O governo...&lt;br /&gt;* Até parece! Não sou trouxa.&lt;br /&gt;-&gt; ....&lt;br /&gt;* Mas enfim. Eu fico me perguntando o porquê de eu ter me apaixonado por esta mulher.&lt;br /&gt;-&gt; Deve ser porque tu já estavas cansado da tua vida fútil e sem sentido e buscou no amor um diferencial.&lt;br /&gt;* ... O que te faz crer que a minha vida é fútil?&lt;br /&gt;-&gt; Quem paga um psiquiatra para entender a paixão por uma pessoa fora dos padrões financeiros só pode ter uma vida fútil.&lt;br /&gt;* É um pensamento. Mas sabe que eu até sou feliz?&lt;br /&gt;-&gt; É claro, teu ego é aumentado constantemente por todos os outros  que te cercam, então tu não tens tempo de se dar conta de que a tua noção de felicidade se traduz pelos pequenos prazeres que a vaidade proporciona. No minuto em que tu  perceber que tu não tens uma identidade verdadeira na qual se apoiar, a depressão virá à tona.&lt;br /&gt;*...&lt;br /&gt;-&gt; Mas é só um pensamento.&lt;br /&gt;*... Estou me sentindo meio enjoado.&lt;br /&gt;-&gt; Eu sabia que iria.&lt;br /&gt;* Bom, então eu só estou apaixonado para aumentar meu ego.&lt;br /&gt;-&gt; Pode ser, mas incrivelmente nem todos os nossos atos são movidos pelo desejo de auto-elevação. Só 99%.&lt;br /&gt;* E o que eu faço?&lt;br /&gt;-&gt; Vai lá pegar a mulher suja e desdentada! Deixe-me adivinhar: ela é "feia" também?&lt;br /&gt;* SIM!&lt;br /&gt;-&gt; Então vai buscá-la e lhe dê um banho e um tratamento odontológico e me deixa em paz.&lt;br /&gt;* O que eu ganho com isso?&lt;br /&gt;-&gt; Teu dinheiro de volta.&lt;br /&gt;* Jura?&lt;br /&gt;-&gt; Não.&lt;br /&gt;*...&lt;br /&gt;-&gt; Tu ganha um sentimento verdadeiro pela primeira vez em séculos e com bônus: tu se aprofunda no teu próprio eu, escondido sob essa criatura altamente superficial que és [devo acrescentar que deve existir uma camada significativa de superfície antes de tu encontrares quem tu é.]&lt;br /&gt;* Por que seria verdadeiro dessa vez?&lt;br /&gt;-&gt; Lord. Por que gostar de alguém como essa mulher não aumentaria o teu ego, tu correria riscos, tu não se beneficiaria com prazeres instantâneos. Isso prova que é um sentimento genuíno. Porque é muito fácil gostar de algo quando tu tem certeza de que vai ganhar com isso. Tu sabe que tu ama alguém quando essa pessoa não aumenta o teu amor próprio, mas sim o amor por ela.&lt;br /&gt;* ...&lt;br /&gt;-&gt; O tempo acabou, some daqui.&lt;br /&gt;* Quanto eu te devo?&lt;br /&gt;-&gt; Um cigarro e um saco novo, porque o meu tá cheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, ficou bem tosquinho, eu sei. Mas fazer o que se as bobagens se proliferam na minha mente imaginativa e eu necessito expelí-las :D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-3013846589020571016?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/3013846589020571016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=3013846589020571016' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/3013846589020571016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/3013846589020571016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2008/08/conversa-maginada-de-bar.html' title='Conversa [ímaginada] de bar.'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-4671690108887956615</id><published>2008-08-02T14:29:00.001-03:00</published><updated>2008-08-02T21:52:33.177-03:00</updated><title type='text'>cuspindo no prato em que eu como, oi</title><content type='html'>Porto Alegre não tem o tipo de diversão que eu procuro, na maioria das vezes. Ou na real as pessoas daqui não procuram só diversão: elas procuram se encaixar na sociedade jovem. As pessoas são demasiado fracas; elas mudam de acordo com o ambiente: isso me &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;enoja&lt;/span&gt;. Dependendo do meio, elas se tornam significativamente egoístas e idiotas (na falta de uma palavra melhor), completamente ignorando o mundo ao seu redor e se comportando exatamente como o exigido no círculo social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quer exemplos? Os símbolos do padrão de comportamento jovem são os mais engraçados: usar drogas, beber, fumar e beijar quem quiser. Coisas que antigamente eram símbolo de revolta&lt;span style="font-style: italic;"&gt; contra&lt;/span&gt; um sistema social superficial e egoísta agora são símbolo do&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt; próprio&lt;/span&gt; sistema social superficial. Agora os jovenzinhos alternativos se drogam, fumam e bebem pra se achar malandrões. Só que eles não percebem que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;todo mundo faz isso&lt;/span&gt;, ou seja, eles só são mais uma pequena e estúpida parte que integra o grande círculo idiocrático no qual vivem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu não tenho nada contra drogas, cigarro, álcool, amor e sexo livres e tal (eu fumo afú, hello). Eu tenho muito contra as pessoas que usam disso para se promover, como se o meio underground de Porto Alegre fosse um concurso pra ver quem é mais cool. E aí &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mostrar&lt;/span&gt; cultura, rebeldia e inteligência se torna mais importante do que realmente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ter&lt;/span&gt; cultura, rebeldia e inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ah, me poupe, né! Pode fazer o que quiser da vida, mas peloamordegod não chegue num ponto onde essa tua busca por aceitação e diversãozinha barata te deixa tão cego a ponto de tu não conseguir ver além do teu próprio umbigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moral é: eu gosto dos símbolos da contracultura: sexo livre, drogas, cigarro, álcool. Mas bah, não dá pra ter isso com gente idiota. Eu não consigo me divertir em uma situação em que as pessoas estão sendo idiotas. Simplesmente não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ps: não sei se deu pra perceber pelo post (ahtri! xD)  mas eu tive uma noite frustrante ontem, com pitadas não suficientes de diversãozinha barata. eu queria na real era uma grande diversão um pouquinho mais cara. uhul, cheia de códigos, ahtri vai nessa, tchau.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-4671690108887956615?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/4671690108887956615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=4671690108887956615' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/4671690108887956615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/4671690108887956615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2008/08/porto-alegre-no-tem-o-tipo-de-diverso.html' title='cuspindo no prato em que eu como, oi'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-2609796821247411980</id><published>2008-07-30T16:57:00.000-03:00</published><updated>2008-07-30T17:18:17.035-03:00</updated><title type='text'>On the wall!</title><content type='html'>Got to be some more change in my life. i know you supported me for a long time.&lt;br /&gt;Interpol tem umas letras estranhas que parecem não querer dizer nada (ou eu sou demasiado burra pra entender). Mas de vez em quando eles acertam. ahtri.&lt;br /&gt;NYC. eu sei que você me apoiou por um longo tempo, mas tem que haver alguma mudança na minha vida.&lt;span style="font-family:monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;"I will miss your heart so tender. And I will love this love forever. And this is why I am leaving.&lt;span style="font-family:monospace;"&gt; &lt;/span&gt;And this is why I can't see you no more. This is why I am lying when I say that I don't love you no more."&lt;span style="font-family:monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Não são assim que as coisas funcionam. As pessoas são complicadas demais e têm pensamentos e sentimentos tão completamente bagunçados que nem elas sabem como lidar com eles. E esse é definitivamente o meu caso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Agora, um fim-de-semana inteiro para pensar no assunto. Eu poderia perguntar "oi, pai, já que eu estou aqui, me dá um dica :D"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;ahtri! Se bem que a resposta para os dilemas existenciais muitas vezes vêm de fontes inesperadas mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Agora eu realmente queria começar a falar sobre as diferenças abismais que existem entre a minha mãe e o meu pai e sobre como eu sou uma mistura dos dois e isso faz com que eu não me encaixe em nada nunca. Não sou tão responsável, nem tão IRresponsável. Nem tão racional, nem tão emotiva. E eu amo ler e escrever mas também gosto de música e artes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Eu juro que eu sou um misto estranho dos meus progenitores e se você que está lendo isso conhecesse os dois ia perceber o porquê de eu ser uma pessoa tão confusa: eu tenho dois opostos dentro de mim, o tempo todo, tentando me convencer sobre o que ser e o que fazer. E o pior é que nenhum deles é o anjinho ou o diabinho. Haha ¬¬&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;[Sempre que eu começo um blog (e já foram tantos...) eu prometo a mim mesma que não vou ficar relatando a minhas vida e os meus sentimentos pessoais. Simplesmente porque eu corro o risco de parecer precisar de alguma ajuda exterior. E, se não fosse assim eu simplesmente iria escrever em um bloquinho de notas, não sei. Mas parece que quando eu escrevo dilemas existencias para outras pessoas lerem, eu inconscientemente estou esperando alguma resposta. Talvez alguma pessoa aleatória que o leia tenha.]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-2609796821247411980?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/2609796821247411980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=2609796821247411980' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/2609796821247411980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/2609796821247411980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2008/07/got-to-be-some-more-change-in-my-life.html' title='On the wall!'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-7422694256122394896</id><published>2008-07-07T01:27:00.000-03:00</published><updated>2008-07-07T01:51:27.664-03:00</updated><title type='text'>Antes de se perder na fraqueza humana.</title><content type='html'>Ok, pode parecer meio nada-a-ver, mas muitas vezes eu crio teorias filosóficas a partir de filmes com alguma lição de moral (explícita ou implícita). o que eu acho legal nos filmes é que eles te mostram com o sentido mais nítido como as coisas acontecem. Eles te fazem adentrar na questão proposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje eu assisti o Advogado do Diabo. A lição que o filme passa é óbvia e, ainda assim, muitos ignorantes acham que " O Mal sempre acaba vencendo :/" Ou algo estúpido do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é: obviamente o Diabo não existe, não existe um Mal supremo que poderá subjugar todos nós e nos levar para o inferno eterno. Por favor, né! Mas existem sim, atitudes que tomamos, sabendo que elas são extremamente prejudiciais para outras pessoas e, mesmo que o sejam para nós também, são injustas por si só. O mundo, a sociedade, a mídia, todas essas formas de influência em massa, nos levam a ter determinados pensamentos: que mulher bonita é magra peituda e bunduda, que feliz é aquele que tem dinheiro, que gays são aberrações (e não pessoas que simplesmente não estão de acordo com o conceito deturpado de "amor" da sociedade), que os caras legais têm que ser malandrões e cheios de poder e arrogância, que felicidade se compra, entre zilhões de outros..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da nossa vida, nós somos meio que guiados pela multidão para pensarmos e agirmos como a sociedade determina. A lição mais importante do filme é: NADA determina quem somos. Há inúmeros fatores que influenciam e, muitas vezes, influenciam de modo extremamente forte: a genética, o meio em que nascemos e vivemos, as experiências vividas, etc. A vida nos impões dificuldades. Entretanto, somos NÓS é que escolhemos que obstáculos ultrapassar, de que modo, de que maneira iremos lidar com os problemas, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa escolha é o que caracteriza o livre-arbítrio. As influências "ruins" (na falta de palavra melhor) servem para nos testar, para nós provarmos para nós mesmos que somos mais fortes que tudo isso, que temos um espírito próprio, uma alma particular que continua intacta apesar de todos os danos, de todos os perigos da vida. E, quanto maior a influência, maior a força da pessoa que a supera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Diabo, no filme, nada mais é do que um "guia" para as pessoas fracas. Ele testa as pessoas: quem tem uma mente fraca, segue o que ele diz. Todos podemos ouvir o que nossa ganância e nossa vaidade nos dizem e ignorar, se assim o desejarmos. Se formos fracos, seguiremos o caminho mais fácil para o sucesso. Sinal de força é se importar com os meios tanto ou mais do que com os fins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, digo que aquele que se deixa ser moldado pelo mundo, que adapta a sua personalidade e seu Eu de acordo com sua necessidade ou vontade - e não de acordo com seus princípios e justiça - e, por causa disso, comete atitudes prejudiciais, não é mau, não é maléfico: ele é fraco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-7422694256122394896?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/7422694256122394896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=7422694256122394896' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/7422694256122394896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/7422694256122394896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2008/07/antes-de-se-perder-na-fraqueza-humana.html' title='Antes de se perder na fraqueza humana.'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-7724862944232947680</id><published>2008-07-04T02:20:00.000-03:00</published><updated>2008-07-04T02:42:59.495-03:00</updated><title type='text'>Desperation is just a lack of hope for a few seconds.</title><content type='html'>Poxa, li esses dias sobre uma escritora precoce aqui de Porto mesmo. E pensei, ok, não estou tão adiantada assim no que diz respeito à minhas aventuras literárias. Eu sempre penso "Jesus, quero fazer tanta coisa nessa vida. Preciso correeer!". Daí eu penso "Menos criança, tenho só 17 anos.".&lt;br /&gt;Será que eu não estou disperdiçando o meu tempo vivendo e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;não vivendo &lt;/span&gt;ao mesmo tempo? Será que ser feliz é o bastante pra tu estar debaixo da cova e dizer &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;uau! que vida afude que eu tive! &lt;/span&gt;er&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que sim. "Ah então pra que todo o drama?" alguém me perguntaria. Ah só porque eu preciso me lembrar de vez em quando que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;viver já é maravilhoso! &lt;/span&gt;O que vier é lucro. Fora raríssimas exceções é claro. E, sim, muito UHUL VIDA essa minha assertiva, entretanto devo defender que é isso que eu penso, sim, e bato o pé, mesmo sendo o pensamento mais cor-de-rosa ever.&lt;br /&gt;A pessoa que é feliz - na concepção mais genuína de felicidade- não é aquela que ignora todos os males que lhe possam ocorrer, mas sim a que consegue tratar desses prejuízos e viver a vida no seu máximo. Carlos Drummond disse "havia uma pedra no caminho". Eu digo "Pega a bosta da pedra, tenta entender o porquê de ela estar no teu caminho e depois toca fora!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hihi :X&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-7724862944232947680?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/7724862944232947680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=7724862944232947680' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/7724862944232947680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/7724862944232947680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2008/07/desperation-is-just-lack-of-hope-for.html' title='Desperation is just a lack of hope for a few seconds.'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-5732451670263227504</id><published>2008-06-15T02:46:00.000-03:00</published><updated>2008-06-15T03:06:56.563-03:00</updated><title type='text'>Movimentos Sociais</title><content type='html'>NÃO IMPORTA de que ideologia são os manifestantes: TODOS têm o direito de protestar e reclamar sobre a forma pela qual são governados SEM SEREM ESPANCADOS!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...) Não é questão de polícia. É uma questão social, é uma questão de políticas públicas. Este movimento aqui é pra protestar contra a roubalheira no Detran, contra as falcatruas nesse governo, contra as denúncias de que CEE, Banrisul, Detran, Daer e outros órgãos públicos estão a serviço de campanhas eleitorais de determinados partidos. É por isso que eles estão sendo reprimidos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu copiei essa última declaração do vídeo sobre a manifestação do MST porque faz muito sentido!&lt;br /&gt;A gente briga porque a gente não quer político corrupto usando o dinheiro do povo pra benefício próprio! A gente briga porque acha completamente INJUSTO o modo como lidam com os protestos e com a insatisfação da população: ignorando! A gente briga porque a gente se dá conta de que se todo mundo olhar só pra o próprio umbigo a coexistência pacífica se tornará impossível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cara, tu não precisa ir em protestos pra fazer o bem pelos gauchos ou pelo povo. É só não acreditar nas historinhas de merda que tu ouve na ZH e na RBS. Tu pode simplesmente se importar que já vai ser mais do que 90% da população faz! É só tu agir melhor com as pessoas ao teu redor que tu já vai estar fazendo mais do que 80% da população faz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pelo amor de Deus - mesmo - faça alguma coisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-5732451670263227504?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/5732451670263227504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=5732451670263227504' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/5732451670263227504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/5732451670263227504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2008/06/movimentos-sociais.html' title='Movimentos Sociais'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-3001342398142319833</id><published>2008-05-29T00:15:00.000-03:00</published><updated>2008-05-29T00:20:56.464-03:00</updated><title type='text'>cotidiano&amp;biologia</title><content type='html'>Uma coisa que eu acho incrível em certas teorias dentro do meu limitado conhecimento acadêmico é que se pode compará-las com situações da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao estudar a membrana plasmática, por exemplo: as substâncias lipossolúveis têm uma grande vantagem sobre as hidrossolúveis, visto que a maior parte da membrana é formada por lipídios. Isso não quer dizer, no entanto, que as lipossolúveis sejam substâncias mais evolúidas que as hidrossolúveis - elas apenas são diferentes. A vantagem de uma sobre a outra fica por conta da composição do meio, que facilita ou dificulta o acesso.&lt;br /&gt;Qual a lição? Algumas pessoas podem não se encaixar na sociedade: e isso não é, necessariamente, porque ela é anormal ou inferior ou algo do tipo. Pode ser simplesmente porque a maioria dos integrantes de uma sociedade tem afinidade com outro tipo de gente que não o dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu viajo. Eu sei!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-3001342398142319833?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/3001342398142319833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=3001342398142319833' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/3001342398142319833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/3001342398142319833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2008/05/cotidiano.html' title='cotidiano&amp;biologia'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-3410933552982475442</id><published>2008-05-23T01:29:00.000-03:00</published><updated>2008-05-23T01:48:21.720-03:00</updated><title type='text'>Weltschmerz</title><content type='html'>Eu acho essa definição simplesmente a mais completa pra traduzir a desesperança na humanidade. Ou mesmo a depressão. Ai, muuito ao contrário de todo mundo que acha que tem depressão simplesmente porque tá se sentindo abandonado ou sei lá. Isso é egocentrismo, ou a pessoa é mimada. Mas quando tu olha em tudo ao teu redor e não vê nada de bom; quando tu pensa que tudo é simplesmente podre: e não porque as pessoas não te dão atenção, mas sim porque tu observa até aquilo que não te atinge e vê que não presta.&lt;br /&gt;    Enfim. Não, não estou com depressão. Eu sou feliz mesmo, na grande maioria do tempo. Mas tem dias em que eu sinto essa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;weltschmerz &lt;/span&gt;tão forte... Como se realmente eu não soubesse dizer o que, afinal, eu estou fazendo da vida. Por que estudar e passar no vestibular? Por que me tornar uma psicóloga? No que isso vai fazer diferença no mundo? As pessoas vão parar de machucar umas as outras ou vão parar de serem idiotas? Não. Simplesmente não. Não vai mudar nada e eu ainda corro o risco de morrer e puf: deu, acabou.&lt;br /&gt;    Ainda não sei se eu consegui passar aquilo que eu estou sentindo: eu não briguei com ninguém, eu continuo amando e sendo amada e acho até que nesse sentimento que todos devem se agarrar: porque é o que mais faz sentido. O que mais me dá vontade de viver é abraçar a minha mãe, ser um orgulho pra ela: abraçar e passar todos os momentos da minha vida com todas as pessoas que eu amo.&lt;br /&gt;    Mas nessas horas é só isso que eu vejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tá, to niilista hoje ou whatever.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-3410933552982475442?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/3410933552982475442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=3410933552982475442' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/3410933552982475442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/3410933552982475442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2008/05/weltschmerz.html' title='Weltschmerz'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-3133349362737697145</id><published>2008-05-21T01:46:00.000-03:00</published><updated>2008-05-21T01:47:06.484-03:00</updated><title type='text'>maldito reino protista!</title><content type='html'>Dá pra acreditar? Minha alma sedenta de criação e atividade, e eu tendo que estudar sobre as &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;algas&lt;/span&gt;. Mais especial sobre como elas são uma das matérias-primas do alginato, que, segundo o livro de biologia, "pode ser empregado na fabricação de cosméticos, sorvetes e massa de moldagem usada em Odontologia". Hm, isso me soa familiar: acho que a gosma rosa que a dentista botou na minha boca pra moldar o meu aparelho era derivada de algas. Até que faz sentido.&lt;br /&gt;    Recapitulando: quem sabe mais fácil que isso é eu gravar a minha própria voz no mp3 e simplesmente deitar e ouvir. Minhas amigas espirituosas diriam que isso é aprender por osmose: as coisas simplesmente entram na tua cabeça porque ela está muito pouco concentrada (melhor dizendo: vazia de informações); então as informações entram na tua cabeça pra ela ficar mais concentrada. Deixe-me checar essa informação no google, pra ver se eu não estou registrando-a erroneamente. Ok, errado. Em tese, é o líquido do meu cérebro (cheio de informações inúteis do tipo episódios de gossip girl) deveria passar para o mp3, mas nesse caso eu não ia aprender nada. Mas acho que deu pra entender a idéia. Enfim, vou voltar a aprender sobre as algas, se é que é possível que eu realmente aprenda alguma coisa.&lt;br /&gt;    Só pra registrar meu aprendizado: as algas são seres eucariontes, pluri ou unicelulares, muitíssimo importantes para o meio ambiente (diga-se de passagem que elas são o tão falado pulmão do mundo, visto que elas não consomem o oxigênio que produzem, ao contrário da floresta amazônica). Agora só falta ver que tipo de algas existem. Mas aí tem uma coisa curiosa: as algas vermelhas não são as que produzem a maré vermelha. Você deve estar pensando "coitadinhas, elas não são tão importantes como achavam" (cuidado, esse é um erro proposital de biologia: algas não acham nada; algas não pensam; algas não tem tecidos nervosos e na verdade elas só servem como comida ou pra produzir o oxigênio, não querendo menosprezá-las). Aliás, falando sobre comida, as algas vermelhas, nossas queridas amigas subestimadas, são responsáveis por aquela folha verde-escuro (note a ironia: vermelho = verde-escuro) que a gente (ou alguém) vê ao redor dos sushis. Disse o professor que, se você fizer um grande esforço, poderá ver pontos vermelhos na alga vermelha, mas eu ainda acho que elas são verde-escuras. E é com verde que eu sempre pintei as algas nos meus desenhinhos oceânicos.&lt;br /&gt;    E se tu, por algum acaso do destino, está interessado em saber quem são as famosas algas maléficas que causam a maré vermelha, eu não posso falar senão elas me matam. Outro erro de biologia, por favor: algas não matam ninguém; já é grande coisa quando elas flutuam (quando fazer parte do famigerado fitoplâncton), porque a maioria delas (ou algumas, sei lá) normalmente vive uma vida monótona, presas no fundo do mar. Mas elas não se incomodam, não. Lembrem-se: as algas NÃO TEM CÉLULAS NERVOSAS! Aliás, as células das algas são todas iguais (exceto as de reprodução, óóóbvio).&lt;br /&gt;    Mas como eu ia dizendo, se chamam pirrofitas as algas que resultam na maré vermelha: por que? Ai, santa língua latina. Pirro = fogo. O que eu lembro porque eu tinha uma amiga piromaníaca (visto que ela já pôs fogo em uma xícara queimando papéis inocentemente, sem que o resto das pessoas percebesse). Enfim, pirro (ou piro, whatever) significa fogo: ou seja, a maré é vermelha porque as pirrofitas malditas copulam e copulam (além de tudo, são promíscuas!), fazendo com que haja demais pirrofitas no oceano. Elas liberam toxinas, que matam (de overdose?) todos os bichinhos do mar. Sem falar que elas formam um aglomerado de alguinhas, tapando a luz solar. Alguém perguntaria: e daí, se os bichos do mar vivem no mar e não precisam da luz. Aí é que você se engana, amigo! Existem zilhões de criaturas autótrofas no mar que utilizam a luz solar para realizar a fotossíntese, e são esses que se fodem!&lt;br /&gt;    Ah, acabo de aprender uma coisa nova do senhor Wikipédia (haha pra quem acha que eu parei de falar em algas): a maré vermelha é um tipo de amensalismo - vide: relação interespecífica desarmônica. Interespecífica porque é entre diferentes espécies e desarmônica porque fode a vida de alguém. Amensalismo é uma boa palavra. Me lembra comensal da morte, os aliados de Voldemort em Harry Potter (pra quem achava que não era um livro instrutivo, aí está a prova contrária). Enfim, amensais são aqueles animais que impedem a sobrevivência de outros animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tááá, ok. Eu parei de falar nas algas, porque agora eu tenho que aprender o que eu não sei. Se bem que, de acordo com Sócrates, a gente já meio que sabe tudo, então só temos que "acordar" nosso conhecimento. Ok, Sócrates, agora ACORDA minha inteligência pra eu passar logo na merda do vestibular! Obrigada!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-3133349362737697145?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/3133349362737697145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=3133349362737697145' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/3133349362737697145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/3133349362737697145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2008/05/maldito-reino-protista.html' title='maldito reino protista!'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2116439992139874144.post-7521180195692232833</id><published>2008-05-20T01:58:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T11:45:13.387-02:00</updated><title type='text'>"O que é felicidade para você?"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LBayuFDA-Qc/SDJbF4YnM8I/AAAAAAAAAAM/dCSG1C2DmXo/s1600-h/PICT0028.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LBayuFDA-Qc/SDJbF4YnM8I/AAAAAAAAAAM/dCSG1C2DmXo/s320/PICT0028.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202320676159435714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Julie pergunta isso pro David in Vanilla Sky. É claro que ela está em uma posição de psicopata-prester-a-se-matar, mas no final das contas é uma ótima pergunta.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Afinal, o que é felicidade pra cada um de nós? A resposta pra essa pergunta é (ou deveria ser) o parâmetro para todas as nossas decisões. Bom, eu ainda não a descobri.&lt;br /&gt;Hoje eu estou em um dia de particular insatisfação na minha vida. Porque parece que todas as pessoas que eu conheço são extremamente felizes e conseguiram conquistar tudo o que elas desejam.&lt;br /&gt;Eu não consigo ser bonita, nem inteligente, nem pintar ou desenhar direito, ou mesmo tocar teclado decentemente. Enfim, possuo inúmeros defeitos que eu gostaria de não ter e inúmeros desejos que eu gostaria de realizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estranho é que, apesar de todas essas insatisfações, eu sou, sim, uma pessoa muito feliz. Eu tenho momentos súbitos de alegria em que eu me sinto completa: e eles acontecem várias vezes por dia. Por mais que os amigos muitas vezes não sejam leais ou sejam estúpidos, por mais que o meu namorado amado (vide foto) esteja sempre estudando (haha, alfinetada) e que eu fique irritada e com ódio do mundo, existem coisas que compensam tudo isso. E eu consigo aproveitar cada segundo: de quando eu abraço alguém; de quando eu faço um café e fumo na varanda do meu pai, sabendo que eu vou entrar em casa e ele vai sorrir pra mim mesmo assim; de eu me sentir em casa, me sentir livre; de eu viajar e conhecer pessoas de culturas completamente diferentes; de eu conseguir me superar; de momentos preciosos onde eu estou realmente à vontade com pessoas que eu gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, todo esse blablablá é pra eu chegar à conclusão que a felicidade não significa ter ou ser aquilo que queremos, mas sim conseguir dar valor às coisas e às pessoas que conquistamos: conseguir &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ver &lt;/span&gt;o que há de maravilhoso naquilo que já temos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2116439992139874144-7521180195692232833?l=j-printemps.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j-printemps.blogspot.com/feeds/7521180195692232833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2116439992139874144&amp;postID=7521180195692232833' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/7521180195692232833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2116439992139874144/posts/default/7521180195692232833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j-printemps.blogspot.com/2008/05/o-que-felicidade-para-voc-julie.html' title='&quot;O que é felicidade para você?&quot;'/><author><name>julieth.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08541900869486070551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LBayuFDA-Qc/SDJbF4YnM8I/AAAAAAAAAAM/dCSG1C2DmXo/s72-c/PICT0028.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
